
Fundos concentram 78% do investimento imobiliário em Portugal no primeiro semestre
Os fundos de investimento foram responsáveis por 78% do investimento imobiliário em Portugal no primeiro semestre de 2026, período em que o capital estrangeiro representou 55% do total, segundo um estudo da Colliers.
De acordo com o relatório Investment in Portugal – Q2 2026 Snapshot, o mercado imobiliário português registou cerca de 1,4 mil milhões de euros de investimento nos primeiros seis meses do ano, um valor semelhante ao do período homólogo de 2025.
O capital internacional manteve-se maioritário, com 55% do investimento, enquanto os investidores nacionais representaram 45%. A consultora destaca, contudo, o reforço da participação de investidores portugueses, nomeadamente family offices, que aproveitaram a menor presença de alguns fundos internacionais para adquirir ativos.
Por perfil de investidor, os fundos concentraram 78% do volume transacionado, seguidos dos operadores, com 13%, dos promotores imobiliários, com 5%, e dos investidores privados, com 4%.
Os setores que mais atrairam o investimento
Hotéis foram o principal setor de investimento no primeiro semestre de 2026, atraindo 508 milhões de euros e representando 37% do volume total de investimento. O Retalho ocupou a segunda posição, com 422 milhões de euros, representando outros 31% do mercado. Em conjunto, ambos os setores concentraram aproximadamente 68% de toda a atividade de investimento durante o período.
Industrial & Logístico atingiu 169 milhões de euros, equivalentes a 12% do volume total, enquanto os ativos alternativos representaram 9%. O setor Living, por sua vez, atraiu 88 milhões de euros e o investimento em Escritórios totalizou 70 milhões de euros.
E os investidores nacionais?
Segundo Pedro Valente, diretor-geral da Colliers em Portugal, a predominância do capital estrangeiro confirma o interesse dos investidores internacionais pelo mercado português, embora os investidores nacionais estejam a ganhar capacidade de intervenção em operações anteriormente dominadas por fundos.
O estudo aponta ainda a estabilização das condições de financiamento e das taxas de rentabilidade dos ativos de referência (prime yields) como fatores de suporte à atividade de investimento.
A Colliers assinala também uma maior seletividade dos investidores, que continuam a privilegiar imóveis com fundamentos operacionais sólidos e perspetivas de rendimento estáveis.















