De acordo com uma análise do idealista, 8% dos imóveis anunciados para venda sofreram reduções de preço nos primeiros três meses do ano. Évora, Ponta Delgada e Lisboa entre os mercados com maiores ajustes.
Apesar da primeira desaceleração dos preços em quase dois anos, o mercado imobiliário mantém uma forte pressão sobre os valores das casas. As vendas caíram 8,7% no arranque de 2026, enquanto o valor total das transações cresceu para 9,9 mil milhões de euros, avança o INE.
Arrendar casa em Portugal já custa, em média, 1.335 euros por mês, enquanto o preço médio de compra se fixa nos 435.000 euros, revela os últimos dados do Imovirtual.
Faro lidera o ranking das vendas mais rápidas, com 21% dos imóveis vendidos em menos de 7 dias. Porto e Lisboa registam 10% e 6% de vendas expresso, respectivamente, revela o idealista.
A oferta de habitação à venda em Portugal continua a cair, mantendo-se muito próxima do mínimo histórico registado no 3.º trimestre de 2022. De acordo com o idealista, o número de casas para venda em Portugal no 2.º trimestre de 2025 é apenas 5% superior ao do momento de menor stock nos últimos anos.
Nos primeiros três meses do ano, foram transaccionados 41.358 alojamentos, num montante de 9.618 milhões de euros, mais 25,0% em número e de 42,9% em valor, face ao mesmo trimestre do ano anterior.
As compras de casas por estrangeiros representaram 5,1% do total no primeiro trimestre deste ano, o peso relativo mais baixo desde o segundo trimestre de 2021, segundo dados divulgados hoje pelo INE.
Existe um desfasamento de 67% entre a oferta e a procura, com o preço médio anunciado das casas nos 387.000 euros, enquanto os utilizadores procuram imóveis com um valor médio de 233.054 euros.
Em 2024, verificou-se um abrandamento na subida de preços do Porto para 7,8%, mas cresce 19,0% nas vendas e lidera investimento nacional em nova promoção.
Cerca de 8% das casas à venda anunciadas no idealista em Dezembro de 2024 saíram do mercado em menos de uma semana. Já 20% esteve no mercado entre uma semana e um mês, 31% entre um e três meses, 32% entre três meses e um ano e 9% mais de um ano.