Investimento no sector aumentou 2,6% no primeiro trimestre, enquanto crédito às empresas da construção atingiu o valor mais elevado desde 2020, revela a Aiccopn.
De acordo com os dados mais recentes do sector, divulgadas pela AICCOPN, o montante de concursos públicos promovidos totalizou 2.385 milhões de euros até Abril, representando uma quebra de 44%.
Como pode um Estado que ambiciona estar na linha da frente europeia continuar a falhar em funções tão básicas como garantir escolas dignas e hospitais funcionais? A resposta talvez esteja nas prioridades. Opinião de Fernanda Pedro.
Depois de 21 anos a liderar a AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional, Manuel Reis Campos dá agora lugar a Ricardo Gomes, que ocupava a vice-presidência da Associação.
Vasco Magalhães, Director-Geral da Melom e da QMACO defende que a reabilitação continua a beneficiar da dificuldade de acesso à habitação, mas alerta para os desafios estruturais da construção em Portugal, nomeadamente a falta de mão-de-obra qualificada e a necessidade de maior profissionalização.
Concursos de Obras Públicas promovidos totalizaram 1.982 milhões de euros, no primeiro trimestre deste ano e os Contratos de Empreitada celebrados atingiram 956 milhões de euros.
A Melom e a Querido Mudei a Casa Obras, revelam que 11,1% dos clientes procuram activamente obras com foco sustentável, sobretudo que aumentam a eficiência energética e reduzem custos operacionais.
Entre Janeiro e Fevereiro, foram promovidos 776 concursos de obras públicas, num investimento na ordem dos 861 milhões de euros. Estes valores traduzem um recuo homólogo de 35% e de 49% no valor global.
Em 2025, o sector da construção destacou-se pelo contributo para a actividade económica, com o Valor Acrescentado Bruto a crescer 1,7% face ao ano anterior.
Segundo o barómetro divulgado mensalmente sobre o sector pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCPN).