A taxa de juro média dos novos empréstimos a empresas aumentou em Julho, face a Junho, para 1,99% e desceu nos empréstimos a particulares para habitação e consumo para 1,09% e 6,54%, respectivamente.
A prestação paga pelos clientes ao banco pelo crédito à habitação vai descer em Setembro nos contratos com Euribor a três e seis meses, face às últimas revisões, segundo simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.
O Banco de Portugal revela que os empréstimos à habitação, cujo valor ascendia a 93,618 mil milhões de euros em Julho, representa uns ligeiros 0,18% acima de Junho e 0,86% acima do valor de período homólogo.
A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos à habitação aumentou 1,8 pontos base, para 0,950%, em Julho face a Junho, segundo dados hoje divulgados pelo INE.
O Novo Banco concedeu 36.642 moratórias de crédito à habitação, desde Março, no âmbito da pandemia de covid-19, num valor que totaliza cerca de 2.150 milhões de euros, divulgou hoje a entidade.
Os pedidos à banca de moratórias de crédito no âmbito da pandemia de Covid-19 superaram 841 mil, e mais de 714 mil contratos já foram abrangidos pelas medidas de adiamento de pagamentos até 30 de Junho, segundo o BdP.
Segundo o Banco de Portugal, a redução crédito malparado nos particulares resultou de uma diminuição de 148 milhões de euros na habitação e de um aumento de 126 milhões de euros no consumo.
Novos hábitos foram criados e hoje impõem-se dar continuidade a esta via rápida da digitalização e o novo foco está na agilização também do processo de crédito habitação. Opinião de Pedro Pereira, director de marketing da UCI.
O Banco BPI tinha aprovado até final do semestre mais de 73 mil pedidos de moratórias no pagamento de créditos, abrangendo créditos no valor de quase 5,7 mil milhões de euros. 31,5 mil são de crédito à habitação.
O Santander Totta emprestou para crédito à habitação 20,1 mil milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que representa um acréscimo de 2,7% em termos homólogos.