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Arquitectura

Quinta do Saião - Foto Luís Ferreira Alves

Quinta do Saião - Foto Luís Ferreira Alves

Quinta do Saião - Foto Luís Ferreira Alves

Quinta do Saião - Foto Luís Ferreira Alves

Quinta do Saião - Foto Luís Ferreira Alves

Quinta do Saião - Foto Luís Ferreira Alves

Prémio Arquitectura do Douro atribuído a Paula Pinheiro por projecto de enoturismo

15 de dezembro de 2022

A arquitecta Paula Pinheiro venceu o prémio Arquitectura do Douro com um projecto de enoturismo para a Quinta do Saião, junto ao Pocinho.

O prémio foi dado a conhecer ontem, dia em que foi lançado também o galardão Vinha Douro que homenageia os construtores da paisagem duriense. O evento, organizado   pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) assinalou, em Vila Real, o 21.º aniversário do Douro Património Mundial da UNESCO, concluindo um ano de comemorações   dos 20 anos desta classificação.

Neste dia de festa foi atribuído o prémio Arquitectura do Douro e, ao mesmo tempo, lançado o novo prémio Vinha Douro, sendo ambos bienais e atribuídos   em anos intercalares.

Para Paula Pinheiro, arquitecta com ‘atelier’ no Porto, este prémio “é o reconhecimento” de um percurso de 25 anos e com uma “enorme dedicação   à arquitetura”.

“Julgo que é um reconhecimento importante porque, de facto, as obras que têm ganho este prémio são obras muito emblemáticas, com uma enorme qualidade,   e o grupo de arquitectos que me antecedem também são importantes. Por isso fico muito contente”, afirmou aos jornalistas.


Quinta do Saião, no Pocinho - Foto Luís Ferreira Alves



Saião: quinta histórica, produtora e exportadora de vinhos

A arquitecta projectou a recuperação de um conjunto de edifícios em ruínas da Quinta do Saião, em Vila Nova de Foz Côa, como um lagar de azeite,   uma adega, uma casa das ovelhas, o forno ou a antiga habitação do agricultor, que deram origem a uma unidade de enoturismo.

A quinta histórica é produtora e exportadora de vinhos.

“O projecto tenta responder a esta ideia de incorporar a ruína num edifício contemporâneo, mas aproveitando toda a pedra, todos os muros corroídos e desfeitos”,   explicou Paula Pinheiro.

Este ano foi apresentada apenas uma candidatura ao prémio, no entanto, o presidente da CCDR-N, António Cunha, frisou que o júri considerou o trabalho vencedor “excepcional”   e que é isso que “interessa”, afirmando que a distinção "ganhou espaço na arquitectura deste território".


Quinta do Saião - Foto Luís Ferreira Alves


Lançado em 2006 pela CCDR-N, o galardão visa divulgar e promover a “excelência da arquitectura” no Alto Douro Vinhateiro e boas práticas no exercício   da arquitectura em obras de construção, conservação e reabilitação de edifícios, bem como intervenções de redesenho urbano no espaço público.

Na última edição, foi o arquitecto Eduardo Souto Moura que venceu com a obra da Central Hidroeléctrica do Tua, que ficou quase integralmente subterrânea   para harmonizar a edificação com a paisagem do Douro Património da Humanidade.

Por sua vez, o prémio Vinha Douro vai ser atribuído pela primeira vez em 2023.

Carla Alves, directora regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), explicou que era um galardão “há muito ambicionado”, que vai distinguir boas práticas   em vitivinicultura e homenagear os antepassados e actuais viticultores, afinal... os “principais construtores da paisagem classificada pela UNESCO”.