Rendas caem em Portugal pelo quarto mês consecutivo, mas continuam a subir em várias cidades do interior, revela o estudo do idealista.
O mercado residencial português mantém uma trajectória de valorização, mas com dinâmicas distintas entre Lisboa e Porto, revela estudo da MVGM.
No primeiro trimestre de 2026, cada anúncio de casa para arrendar recebeu, em média, 24 contactos, o que representa um aumento de 20% face ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo idealista.
Em Abril, a renda mediana no principal bairro de Nova Iorque ultrapassou os 5.099 dólares mensais (cerca de 4.500 euros), uma subida de 6% em apenas um ano.
1.620 fogos transaccionados, preço médio de 1.995 €/m² e rendas que mais do que duplicaram em oito anos. Os dados constam do recente relatório da dipe real estate.
São Miguel lidera com 50% dos anúncios retirados em menos de um dia. Lisboa está em 12%, mais do dobro do Porto. Évora e Beja destacam-se no interior.
Dos mais de 21 mil contratos de habitação nos bairros municipais de Lisboa, 63% têm rendas abaixo dos 100 euros e 30% são inferiores a 25 euros, revelou o vereador da Habitação, destacando a importância da oferta pública.
Os preços das casas para arrendar em Portugal registaram uma descida de 2,7% em Abril face ao mesmo período do ano passado, dando continuidade a uma tendência de abrandamento que se verifica há três meses consecutivos.
Arrendar casa em Portugal já custa, em média, 1.335 euros por mês, enquanto o preço médio de compra se fixa nos 435.000 euros, revela os últimos dados do Imovirtual.
O mercado imobiliário entrou em 2026 com sinais de desaceleração, com o número de casas vendidas a cair cerca de 8% no primeiro trimestre.