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Palácio que pertenceu ao rei de Marrocos está à venda por 425 M€

17 de abril de 2024

É o imóvel mais caro à venda neste momento no sofisticado mercado imobiliário de luxo francês. Situado a 42 quilómetros de Paris, o Chateau de Gretz-Armainvilliers tem 2500 m2 de área habitável e cem divisões, três pisos com três elevadores, cinco salões e 17 suites temáticas. O palácio, à beira de um enorme lago, dispõe de instalações como um salão de cabeleireiro, spa e banho turco, parque de estacionamento privado, uma cozinha topo de gama totalmente equipada, uma adega, lavandaria central, estação de tratamento de águas, estábulos para 50 cavalos, alojamento para o pessoal e 36 edifícios na propriedade de que se estende ao longo de mais de 1000 campos de futebol... A propriedade, que pertenceu desde tempos imemoriais à poderosa família Rothschild, que construiu toda uma enorme fortuna no sector bancário, está inserido numa latifúndio que se estende ao longo de mil hectares e confina com as aldeias de Tournan-en-Brie e Favières.

Nos anos 80, foi adquirida por Hassan II, rei de Marrocos, na sequência de dois golpe de Estado militares que quase derrubaram a monarquia alauita. Hassan II efectuou profundas obras de renovação e, por sua morte, em Julho de 1999, o seu filho, herdou a corôa e o soberbo palácio em França. Em 2008, Mohamed VI, decidiu vendê-lo  a uma «discreta personalidade» do Médio Oriente por 200 milhões de euros. Segundo alguns, «a discreta personalidade» seria Esam Janahi, figura de proa da finança islâmica, natural do Bahrein; segundo o diário online marroquino Le Desk, a referida personalidade é o próprio rei do Bahrein, Hammad Ben Issa Al Khalifa, hoje com 74 anos de idade e uma família numerosa, com quatro esposas e doze filhos e muitos netos, para além de uma fortuna incomensurável.


A mansão de 1.600 m2 de Mohamed VI situa-se junto ao Parque de Champ-de-Mars - Foto Turismo Francês


Segundo a imprensa francesa, o Chateau de Gretz-Armainvilliers está a ser «discretamente» comercializado por Ignace Meuwissen, um agente imobiliário dedicado às propriedades mais exclusivas e capaz de efectuar as mais onerosas transacções no mais profundo dos sigilos.

Em relação ao monarca marroquino não há porém que ter preocupações habitacionais. Em Marrocos, Mohamed VI tem uma infinidade de palácios (em Rabat, Casablanca, em Marraquexe, em Fez, Agadir, Tetuão, Meknes, Tanger, Ifrane, ...). O monarca possui também várias mansões de férias, quer na costa mediterrânica de Marrocos, como no Gabão. Consta mesmo que está a transformar um antigo palácio  na ilha paradisíaca de Zanzibar, lá bem longe na Tanzânia, numa sumptuosa residência real à beira do Índico. Mas não se pense que monarca deixou de ter residência na cidade-luz ou abandonou os encantos da antiga metrópole. Em 2020 adquiriu a um príncipe saudita, por mais de 80 milhões de euros, uma mansão de 1.600 m2  na Avenue Emile-Deschane, perto da Torre Eiffel, em Paris. Uma localização soberba, junto ao Parque de Champ-de-Mars  que se estende desde a Escola Militar até à Torre Eiffel. Era aí que estava quando um cataclismo abalou o seu país às onze e onze  na noite de 8 de setembro do ano passado, que viria a devastar dezenas de aldeias na região do Alto Atlas.