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segunda-feira, 29 de novembro de 2021
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Valor do mercado residencial prime em Lisboa cresceu 4,5% entre Janeiro e Junho

Valor do mercado residencial prime em Lisboa cresceu 4,5% entre Janeiro e Junho

27 de julho de 2021

O mercado residencial prime em Lisboa registou um aumento de 4,5% entre Janeiro e Junho de 2021, com o valor médio de propriedades residenciais prime a chegar aos 8600 euros por m2.

Taxas de juro consistentemente baixas, fortalecimento da confiança dos compradores, aumento do número de transações a preços mais altos e medidas de estímulo económico para combater os efeitos negativos da pandemia de Covid-19 são alguns dos fatores que contribuíram para o aumento do valor de residências prime. A conclusão é da análise da consultora imobiliária internacional Savills, intitulada "World Cities Index".

Das 30 cidades analisadas pela Savills, apenas três (Roma, Milão, Madrid) não registaram aumentos e quatro (Barcelona, Paris, Mumbai, Nova Iorque) registaram contrações no valor dos mercados residenciais prime. As cidades que não registaram crescimento são aquelas cujos mercados residenciais prime dependem fortemente de investimento estrangeiro, e a pandemia veio levantar múltiplos obstáculos à movimentação transfronteiriça de capital.

Já os valores observados durante o primeiro semestre do ano seguem um período de crescimento bastante mais ténue, entre Junho de 2018 e Dezembro de 2020, meses entre os quais se registou um aumento médio de 0,7% do valor de mercado de residências prime. Esse tímido crescimento foi fortemente influenciado pela incerteza associada à pandemia e por mudanças de políticas e regulamentos fiscais em várias cidades. 

China e EUA lideram crescimento do valor dos mercados residenciais prime

No topo do "World Cities Index" estão as cidades chinesas de Xangai e Guangzhou, com taxas de crescimento dos respetivos mercados residenciais prime de 13,7% e 7,9% no primeiro semestre do ano. Este fortalecimento é reflexo da noção de que o imobiliário continuará a ser um investimento seguro na China, apesar de algumas políticas desse país terem procurado refrear o aumento dos preços das propriedades residenciais.

Do outro lado do Oceano Pacífico, Los Angeles e Miami são as duas cidades dos Estados Unidos da América que se destacam no índice da Savills, com aumentos de 12% e 9,1% nos valores dos respetivos mercados residenciais prime. Este crescimento deveu-se, sobretudo, à migração interna, fruto de relocalizações relacionadas com o teletrabalho e condições fiscais mais favoráveis.

Segundo Ricardo Garcia, Director de Residencial da Savills Portugal, "temos vindo a verificar um aumento gradual da procura de imóveis prime devido ao maior controlo da pandemia e à abertura de alguns mercados, tendência que contamos ver melhorada com a aceleração da vacinação e que esperamos ver materializada no último trimestre do ano. Portugal, nomeadamente o setor de imóveis prime, continuará a ser um mercado muito apetecível e que beneficiará com a abertura dos mercados. Prevê-se um último trimestre forte".

Kelcie Sellers, analista da Savills World Research, afirma que "o regresso das viagens internacionais provavelmente fará aumentar o número de compradores de propriedades prime".

"Prevê-se que uma recuperação económica sustentada continuará a fortalecer a confiança dos compradores e fará crescer a procura. Apesar de continuar a existir um certo grau de incerteza relacionado com a pandemia, antevê-se que o sector residencial prime se mantenha forte durante o resto do ano", acrescenta.

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