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quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Opinião
Os códigos QR e a promoção imobiliária. O que são os códigos QR? qr01.jpg qr12.jpg qr11.jpg Os códigos QR e a promoção imobiliária. O que são os códigos QR?

Os códigos QR e a promoção imobiliária. O que são os códigos QR?

30 de julho de 2021

Os códigos QR (Quick Response) são códigos de barras bidimensionais criados em 1994 pela Denso-Wave, uma empresa japonesa. Sendo uma invenção tão versátil, um número crescente de empresas e indivíduos começaram a usar os códigos como uma forma de criar uma ligação entre o mundo físico e o virtual. Os consumidores com um dispositivo móvel e o software apropriado podem apontar as suas câmaras para um qualquer código QR e aceder a informações adicionais ou simplesmente serem direcionados para um site.

Crescimento de utilizadores do código QR

A evolução tecnológica no software dos smartphones e o massivo crescimento de utilizadores a nível mundial, juntamente com a alteração dos comportamentos pelo aparecimento da Covid19 resultou num crescimento exponencial de utilizadores de códigos QR.

Na Europa, a previsão era de cerca de 7 a 8% dos consumidores acederem a códigos QR, mas segundo a Beaconstac, o uso destes códigos foi cerca de 10,1 milhões na Europa em 2020, o que representou um aumento significativo face a esta previsão.

Estima-se também que o uso global de pagamentos móveis usando o código QR cresça de 290.000 M€ para cerca de 1.100.000 M€ até 2022. (Pesquisa e Mercados, 2019).

Plataformas de redes sociais como Instagram, SnapChat, Facebook e Twitter e LinkedIn já possuem interligação com os códigos. Estima-se que o aumento do uso dos códigos QR nas redes sociais cresça em dobro até 2022.

Acredita-se que 1,000M de smartphones irão aceder a códigos QR até 2022 (Juniper Research).

Como podem ser aplicados no imobiliário?

A Covid19 acabou por ser o grande impulsionador da utilização dos códigos QR em 2020. As indústrias, nomeadamente o imobiliário, não lhes deram, especial importância até as pessoas serem forçadas a usá-los no dia a dia, muito por força do acesso aos menus nos restaurantes, vouchers de desconto e pagamentos.

As imobiliárias e os agentes, continuam a colocar placas publicitárias, distribuir brochuras, flyers e outra publicidade offline para promoção e venda de imóveis sem as informações básicas sobre o mesmo, sem terem mecanismos de avaliação de métricas dessa publicidade e a perderem a possibilidade de retargeting dos interessados. Não faz sentido colocar uma placa com uma fotografia, número de telefone e a indicação  “Arrenda-se“ ou “Vende-se” e não  fornecer dados do imóvel, nem a possibilidade de recolher os dados de quem se interessa pela localização e interesse da proposta.

Afinal, o que é mais importante? O rosto do consultor e o seu contacto, ou todas as informações do imóvel? …E, porque não ambos?

É tão simples a colocação de um código QR dinâmico nos suportes publicitários físicos e, não só dar ao consumidor toda a informação do imóvel, como receber dados importantes de quem procurou a informação, possibilitando a qualificação e a conversão.

Hoje já existe a personalização de códigos QR, podendo ser utilizados deste o cartão de visita, ao outdoor, merchandising, brochuras, flyers, emails, etc., há uma fonte inesgotável de aplicações, tornou-se uma ferramenta indispensável para dar e receber informação.

Recentemente também surgiram modelos de negócio no imobiliário, que apostam nos códigos QR, sendo um dos modelos mais disruptivos o da REEVO, marca da Dynamic Referral System. Esta Startup com sede em Houston nos Estados Unidos, foi desenvolvida por um português, Jorge Próspero dos Santos e está presente em vários países. É sem dúvida, uma referência na utilização dos códigos QR.

O futuro dos códigos QR no imobiliário

As resistências normais à mudança ir-se-ão esbatendo perante a utilidade e eficácia desta ferramenta.

O mindset tem de mudar: os utilizadores devem puder ter acesso a toda a informação 24h / 365dias, não estando dependentes de uma pessoa do outro lado da linha para dar as informações e qualificar.

Porquê não ter, em qualquer momento, acesso às características básicas do imóvel, como tipologia, áreas, estado geral, imagens do interior e demais informações para aferir o seu estado e se o valor está acessível? Essa impossibilidade é algo que hoje em dia já não faz qualquer sentido e que pode resultar na perda de numerosas vendas.

Ter acesso a uma visita virtual do imóvel através do código QR ou a informações do imóvel, é algo que resulta numa experiência de interação que não se pode ignorar e permite a recolha dos dados por parte do consultor, qualificação e a expetável conversão, bem como a possibilidade de utilização de ferramentas de marketing de captação e engagement.

“As empresas agora enfrentam um imperativo digital: adotar novas tecnologias de forma eficaz ou enfrentar a obsolescência competitiva”.

MIT Sloan Management Review.

João Abelha

CDO- Chief Disruptive Officer, Real Estate Thinker & Writer, Digital Marketing Strategist, Real Estate Business Partner & Consultant

*Texto escrito com novo Acordo Ortográfico

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