Venda de casas em 2017 bateu o recorde dos últimos nove anos

23 de Março de 2018

Em 2017 transaccionaram-se 153 292 alojamentos, o valor mais elevado dos últimos nove anos, divulga hoje o INE - Instituto Nacional de Estatística, tendo sido vendidas mais 26 186 habitações (20,6%) do que em 2016. As transacções totalizaram 19,3 mil milhões de euros, mais 30,6% do que em 2016. Também nos últimos quatro anos o valor das transacções de alojamentos mais do que duplicou, sendo que o número de transacções aumentou 82%, entre 2014 e 2017.

O relatório revela ainda que os alojamentos existentes continuaram a representar a maior parte das transações realizadas durante o último ano, tendo o seu peso relativo no total de transacções aumentado em 1.5 p.p. para 84,5%. Este aumento é explicado pelo facto das habitações existentes terem registado uma variação do número de transacções de 22,8%, uma taxa muito superior à observada nos alojamentos novos (9,8%). Esta última variação representa, no entanto, o maior aumento anual da série disponível. O valor das vendas das habitações, em 2017, ultrapassou os 19,3 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de mais de 4,5 mil milhões (30,6%) por comparação com o ano anterior.

 Já o Índice de Preços da Habitação (IPHab) apresentou uma variação média anual de 9,2%. O aumento excedeu em 2,1 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2016. Segundo os dados divulgados hoje pelo INE - Instituto Nacional de Estatística, a subida dos preços foi mais intensa nas habitações existentes (10,4%) do que nas habitações novas (5,6%).

O relatório mostra que no quarto trimestre de 2017, a taxa de variação homóloga do IPHab foi 10,5%, mais 0,1 p.p. por comparação com o trimestre anterior. "Neste período, tal como sucedeu ao longo de 2017, os preços dos alojamentos existentes registaram um ritmo de crescimento superior ao dos alojamentos novos (11,8% e 5,9%, respetivamente). Entre o terceiro e o quarto trimestre de 2017, o IPHab cresceu 1,2% (variação de 3,5% no trimestre anterior).

O INE avança ainda que em 2017, as duas regiões com maior número de transacções (a Área Metropolitana de Lisboa e a região do Norte) concentraram 64,3% do número total das transacções realizadas, o que constitui um novo máximo na série disponível. O Alentejo foi aquela que, em conjunto com as duas regiões acima referidas, também apresentou um incremento (0,1 p.p.) no respectivo peso relativo no último ano. O Algarve foi a única região a registar uma redução (-0,3 p.p.) em termos de quota, tendo os pesos relativos das restantes regiões nacionais permanecido inalterados.