Rendas aumentam 13% sendo a maior subida dos últimos 8 anos

11 de Julho de 2018

As rendas das casas aumentaram 13% em Portugal no 1º trimestre de 2018 face a igual trimestre do ano passado, é a subida mais acentuada dos últimos oito anos.

De acordo com a Confidencial Imobiliário (Ci) no âmbito do Índice de Rendas Residenciais, que acompanha a evolução das rendas residenciais contratadas no país desde 2010, a tendência de crescimento das rendas que se verifica desde início de 2016 e que se acentuou no último ano, período em que se registaram aumentos homólogos quase sempre em torno dos 10%.

Ricardo Guimarães, director da Ci, revela que "esta aceleração acompanha a tendência verificada no comportamento dos preços residenciais e resulta sobretudo de um mercado onde a procura de habitação para arrendamento se mantém em crescimento e não encontra resposta por parte da oferta, que está em declínio há um longo período. De acordo com os mais recentes inquéritos do Portuguese Housing Market Survey, não é expetável que este desequilíbrio seja corrigido a curto-prazo e, por isso, a expetativa dos mediadores e proprietários é que as rendas continuem a subir”.

Segundo o índice, até meados de 2014 as rendas residenciais em Portugal registaram sucessivas quedas homólogas, observando uma descida acumulada de 14% entre 2010 e esse período, no qual se atingiu o nível mais baixo das rendas. Desde então e até ao 1º trimestre deste ano, a pressão sentida pelo lado da procura motivou uma recuperação acumulada de mais de 24% nas rendas das casas em Portugal.

"Em Lisboa e no Porto, o ritmo de crescimento nas rendas residenciais no 1º trimestre de 2018 face ao mesmo período de 2017 (i.e, a variação homóloga) foi superior à média nacional, fixando-se em 20% em ambos os casos. Ainda assim, em Lisboa este resultado significou uma estabilização no ritmo de subida homóloga, que no último trimestre de 2017 tinha sido igualmente de 20%. No caso do Porto, evidencia uma aceleração, já que no trimestre anterior as rendas residenciais nesta cidade tinham crescido 16% face ao período homólogo", lê-se no relatório.