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sábado, 20 de Julho de 2019
Arrendamento

Porto: Câmara vai construir 170 fogos para classe média em Lordelo do Douro

11 de Junho de 2019

A autarquia do Porto vai construir um novo bairro para a classe média na freguesia de Lordelo do Ouro, com 170 fogos para habitação acessível, revelou hoje o vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Pedro Baganha. O investimento, totalmente municipal, deverá rondar os 19 milhões de euros.

"Estamos a trabalhar num programa preliminar, esse programa preliminar aponta-nos para uma área bruta de construção de 19 mil metros quadrados, o que corresponderá a 170 fogos", referiu aquele responsável na abertura do debate sobre habitação no Porto.

De acordo com o vereador, o novo bairro, que diz respeito "a um conjunto de artigos municipais", localizados nas imediações do Bairro da Mouteira e do Bairro Pinheiro Torres, será construído pela autarquia que, neste caso, optou por um “investimento público clássico”.

"Vamos lançar um concurso de concepção clássico para escolher uma equipa de projectistas que fica responsável pelo desenvolvimento do projecto até à fase de execução, e a própria construção do bairro será da responsabilidade da Câmara Municipal. Portanto, investimento público clássico", explicou.

 

600 fogos para arrendamento acessível

Na abertura do debate “Habitação para a classe média – o Programa Municipal”, promovido pela autarquia, Pedro Baganha disse que o município tem apenas 1% de disponibilidade de solo, defendendo que a solução para criar habitação para a classe média passa pela mobilização do sector privado.

Na apresentação do Programa Municipal de Habitação para a Classe Média, Pedro Baganha, além da novidade que é a construção de mais casas em Lordelo do Ouro, referiu-se também aos já conhecidos projectos de habitação acessível em Monte Pedral (Constituição) e Monte da Bela (Campanhã).

Com estes três projectos em curso — os dois últimos alavancados por investimento privado, com cedência dos terrenos municipais por um período entre 40 a 50 anos — a Câmara do Porto prevê disponibilizar 840 novos fogos da cidade. A grande maioria das casas, cerca de 600, será destinada ao mercado do arrendamento acessível.

 

 

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