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quinta-feira, 15 de abril de 2021
Entrevistas
No imobiliário não devemos esperar muito do mercado doméstico

No imobiliário não devemos esperar muito do mercado doméstico

14 de janeiro de 2021

Sérgio Ferreira, CEO da Coporgest, defende que o mercado imobiliário vai continuar a depender muito do mercado externo e que a única ajuda que teremos este ano será o baixo nível das taxas de juro.

O responsável admite ainda que Portugal tem um problema crónico de má administração dos recursos do Estado. É esse o principal factor que explica o empobrecimento crónico da Nação.

O que se pode esperar para o mercado imobiliário em 2021?

Nenhum de nós tem capacidades de adivinhação, e é ainda mais complicado desenhar cenários futuros neste período de tanta incerteza.

A indústria do imobiliário tem muitos segmentos que não se comportarão de forma igual em 2021.

Eu arriscaria que os segmentos mais castigados serão o retalho, os activos turísticos e os escritórios.

Antecipo pressão forte sobre os preços dos activos de logística e produto habitacional destinado à classe média.

Acredito que existirá menos pressão no segmento habitacional de luxo, que ainda assim também enfrentará um arrefecimento da procura e descida de preços, em especial em consequência da recente loucura da alteração do regime dos golden visa.

A única ajuda que teremos será o baixo nível das taxas de juro.

Quais os desafios que se vão colocar ao sector para este ano?

Defendo há muito que Portugal tem um problema crónico de má administração dos recursos do Estado. É esse o principal factor que explica o empobrecimento crónico da Nação - os salários são baixos, o crescimento económico é débil, a dívida pública não pára de crescer, a fiscalidade é excessiva, os capitalistas portugueses não têm capital, o país está a ser paulatinamente vendido a estrangeiros… Tudo isto faz com que a capacidade aquisitiva dos portugueses seja muito reduzida, ou seja, no imobiliário não devemos esperar muito do mercado doméstico, continuaremos a depender muito da procura exterior. Cada operador terá portanto de encontrar a melhor forma de conseguir prosperar ou sobreviver neste período instável e complexo. Dependerá do engenho de cada um. 

Que medidas devem ser tomadas em 2021?

Preconizo três medidas que tenho a certeza absoluta que não se vão concretizar:

- Forte redução do nível de fiscalidade sobre pessoas e empresas, para que os portugueses consigam viver (em vez de sobreviver) e as empresas consigam acumular recursos para descer a dívida e fazer investimento.

- Licenciamentos camarários num prazo máximo de 90 dias, com transparência de critérios.

- Reinvenção do regime de golden visa, para conseguirmos atrair investidores estrangeiros.

Fica demonstrado que não tenho nenhum talento para a política – só defendo o contrário do que os políticos portugueses fazem.

http://www.diarioimobiliario.pt/Actualidade/2021-O-ano-da-prova-de-fogo-para-o-imobiliario

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