FOTOGRAFIA com ARTE: Verona

14 de Maio de 2018

É a cidade mais romana depois de Roma e ponto de encontro de civilizações entre a Europa e o Mediterrâneo. Sintetiza admiravelmente e faz reviver a cada momento os seus dois mil anos de história: um extraordinário museu a céu aberto, escoltado e protegido pelos muros – de oito épocas diferentes – que se foram sucedendo, constituindo o próprio símbolo de Verona (Verona nei secoli – Ed. CCIAA di Verona).

Na prática as conexões mais importantes da Itália com o resto da Europa passam por Verona.

Dividida e unida desde sempre Verona está no centro da história italiana e europeia. É a pátria de Valerio Catullo e de Vitruvio, a cidade na qual Júlio César adorava parar.

É a cidade construída em sete meses quando, no ano 265, as invasões bárbaras já aterrorizavam o Império Romano; mas é também a cidade de Teodorico, o grande rei Goto, a cuja lenda foi atribuída até mesmo a construção da Arena; é a cidade de Alboino e Rosmunda e dos Longobardi que ali viram florescer os mais ricos sinais da cultura deles. É a cidade de Carlos Magno e de seu filho, o Rei Pipino; capital imperial e sede do imperador Berengario I, lugar de Dietas e Consistórios, de Conclaves e de Congressos históricos.

Neste pedaço de história está a alma da veronesidade: um sentimento europeu do tempo, da história e da arte, hoje testemunhado por um património invejável de grandes, famosos e bem conservados monumentos que fazem de Verona uma galeria viva de todos os períodos artísticos e culturais da civilização ocidental, exemplo praticamente único de harmoniosa convivência de estilos e de diferentes propostas.

Seus edifícios e seus monumentos são os testemunhos dos seus séculos de história: a Arena, Ponte Pietra, Ponte Scaligero, Piazza dei Signori, Piazza Erbe, Teatro Romano, Basilica di S. Zeno, Arco dei Gavi, Porta Borsari, Teatro Filarmonico, etc fazem de Verona uma cidade de turismo de massa, sempre mais especializado, que pode oferecer nas diversas estações do ano atracções e propostas diferenciadas: as alegres praias da Riviera dos olivais do Garda da Peschiera em Malcesine, ou as altas e longas pistas de esqui cobertas de neve da Lessinia ou do Baldo, boas de descer; o festival Areniano e o Shakespeariano de lírica e de prosa são mundialmente conhecidos, cada claustro no verão recebe espectáculos, e cada praça se transforma em uma arena.

"Fora dos muros de Verona não é mundo para mim: o resto da terra não é outra coisa que uma permanência de desolação e de pena. Banido desse lugar sou banido do Universo."

(W. Shakespeare no ato III de Romeu e Julieta)

Texto e Fotografias: Jorge Maio