FOTOGRAFIA com ARTE: Palácio do Marquês de Pombal

23 de Abril de 2018

A Quinta do Palácio do Marquês de Pombal permanece como um testemunho da personalidade de Sebastião José de Carvalho e Melo, que pretendeu transformar toda esta área num espaço cultural, de cariz profano, interligando, num mesmo programa, casa e jardins.

A construção do Palácio e a campanha decorativa que se seguiu, ganhou especial vitalidade depois de Pombal receber o título de Conde de Oeiras, em 1759.

A capela, situada num dos flancos do U definido pelo conjunto de edifícios, dedicada a Nossa Senhora das Mercês, estava concluída em 1760. A campanha decorativa decorreu nos anos subsequentes, beneficiando dos trabalhos em estuque de João Grossi, da azulejaria da época e da fábrica do Rato.

Tendo trabalhado nas obras do aqueduto, e integrado a equipa de reconstrução da baixa Pombalina, Carlos Mardel desenvolveu, em Oeiras, um dos mais significativos projectos da sua carreira, onde é perceptível o entendimento e adaptação do que era a tradição arquitectónica portuguesa e a sua ligação ao estilo chão.

O  Marquês de Pombal pretendeu criar não apenas mais uma quinta de recreio nos arredores de Lisboa que servisse os seus interesses culturais e eruditos, mas também uma exploração agrícola modelo dirigida, sobretudo, à aristocracia.

A Câmara Municipal de Oeiras tem neste palácio a sua sede.

 

Texto e fotografias: Jorge Maio