FOTOGRAFIA com ARTE: Palácio de Santos

02 de Outubro de 2017

D. Sebastião (rei de 1557 a 1578), sucessor de D. João III, considera, o Palácio de Santos como uma das suas residências preferidas. A 25 de Junho de 1578, o rei D. Sebastião parte de Lisboa para Marrocos. Na véspera, assiste à Missa na Igreja de Santos-o-Velho e diz-se ter tomado a sua última refeição no Palácio, na mesa de mármore que se encontra no actual jardim.

É durante a segunda metade do século XVII e a primeira metade do século XVIII que os Lancastre confiaram a João Antunes o cuidado de dotar o Palácio dos mais notáveis embelezamentos (capela e sacristia, sala das porcelanas). Este período coincidiu também com o aumento do Palácio – os salões grandes que se abrem a Leste para um pequeno jardim e a fachada para a rua.

Em 1870, por morte de José de Lancastre e Távora o Palácio é alugado ao Ministro de França em Lisboa, o Conde Armand, que aí instala a legação. A 14 de Agosto de 1909, Saint-René Taillandier, Ministro de França, compra o Palácio em nome do Governo Francês. Terminam, assim, mais de trezentos anos de vida comum entre o Palácio de Santos e a família de Lancastre. Mas começa um novo episódio da história, mais que milenar, deste local de Santos, dedicado agora às relações, também pluriseculares, entre a França e Portugal pois em 1948, a legação torna-se Embaixada de França até hoje.

Texto e fotografias: Jorge Maio