FOTOGRAFIA com ARTE: O Palácio de Belém (II)

09 de Outubro de 2017

Em meados do século XVI, o fidalgo D. Manuel de Portugal decidiu construir aí um palácio onde viria a residir. Mais tarde, durante o século XVII, esta propriedade passa a pertencer aos condes de Aveiras, por herança indirecta.

Foi durante a primeira metade do século XVIII que o rei D. João V decidiu comprar o Palácio das Leoneiras, numa compra que obedecia a um plano de posse duma vasta área a ocidente da capital, zona essa onde uma vasta área da nata dos fidalgos se empenhava em possuir quintas de recreio com vistas para o Tejo e as aproveitavam como zonas de lazer.

Quando em 1755 ocorre o terramoto e maremoto de Lisboa, por receio de repetição, a família real passa a residir durante muitos meses em tendas, no Jardim Grande. Assim, é a partir do Paço de Belém que o Marquês de Pombal, primeiro-ministro de D. José I, toma as primeiras medidas relativas à reconstrução de Lisboa.

Mais tarde, durante o reinado de D. Maria I, realizam-se obras.

Em 1886, D. Carlos e D. Amélia de Orleães, após o seu casamento, passam a morar no Palácio de Belém. Mais tarde, em 1905, é quando a rainha D. Amélia transforma o Picadeiro em Museu dos Coches.

Durante a 1ª República, os presidentes pagavam uma renda ao Estado para residirem no Palácio, para que não fossem acusados pelos monárquicos de gozarem de privilégios especiais.

O Palácio, é hoje monumento nacional e sede da Presidência da República Portuguesa. Chamado "das leoneiras" no século XVIII, parece ter como emblema o leão - símbolo solar que alia a Sabedoria ao Poder. Uma bandeira de cor verde com o escudo nacional - o estandarte presidencial - é hasteada no palácio indicando a presença do Presidente em Belém.

 

Texto e fotografias: Jorge Maio