Vale de Cambra: antigas escolas dão lugar a habitação

07 de Dezembro de 2018

A Câmara Municipal de Vale de Cambra anunciou que pretende adaptar algumas das antigas escolas do Plano do Centenário, erigidas durante o Estado Novo, para efeitos de habitação, com o objectivo de promover a fixação de jovens famílias no concelho.

Para Catarina Paiva, vereadora da Educação e Acção Social na autarquia, essa estratégia de requalificação de estabelecimentos de ensino desactivados resulta de "uma carência muito grande de habitação em Vale de Cambra", pelo que a Câmara está "a tentar criar melhores condições para fixar a população jovem no concelho".

Algumas das escolas ainda poderão vir a ficar reservadas para efeitos turísticos, mas duas é já certo que serão destinadas a habitação social: a escola EB1 de Pintalhos, que está apta a acolher uma família numerosa, e a EB1 de Santa Cruz, que se revelará mais adequada a duas habitações T1.

A estratégia da Câmara passa por envolver outras entidades na recuperação de espaços para habitação e, nesse contexto, às referidas escolas acrescentam-se ainda três casas rurais a reabilitar em parceria com a Fábrica da Igreja de Vila Chã: duas para funcionamento em registo T1 e a terceira a converter num T3, sendo que todas se destinam a arrendamento a custos controlados.

Catarina Paiva realçou que a maior parte destes imóveis está situada em áreas algo rurais e serranas, "onde as pessoas não querem fixar residência", mas disse acreditar que os eventuais interessados serão cativados por "edifícios que têm alguma história e ainda vão representar um bom negócio".

Se nessas adaptações a maioria dos fogos estará disponível para arrendamento no mercado normal, é porque o município "praticamente não precisa de habitação social".

Catarina Paiva notou, aliás, que actualmente autarquia conta apenas com um apartamento para situações pontuais de emergência social.

A estratégia habitacional da Câmara para os próximos anos também está a ser objecto de reflexão no âmbito da revisão em curso do Plano Director Municipal (PDM), tendo em conta que a oferta existente no centro de Vale de Cambra é "cara e escassa".

Lusa/DI