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Termas romanas de Chaves abrem em 2018

19 de abril de 2017

A Câmara de Chaves anunciou que vai aplicar 1,1 milhões de euros na musealização das termas romanas, que foram descobertas ao construir um parque de estacionamento, e que espera abrir ao público em 2018.

O projecto para a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, em pleno centro da cidade de Chaves, levou à descoberta das termas medicinais romanas, perdidas no tempo há quase dois mil anos.

Foi em 2005 e, ao longo destes anos, foram efectuadas as escavações que revelaram duas grandes piscinas, mais sete de pequenas dimensões e ainda um complexo sistema hidráulico de abastecimento às estruturas e que ainda hoje funciona.

Depois de concluída a fase de construção do edifício, que alberga o Museu das Termas Romanas, a autarquia vai avançar agora com o projecto de conservação, desumidificação e musealização do espaço, para depois abrir ao público em 2018.

Segundo informou hoje a autarquia do distrito de Vila Real, o projecto de execução e procedimento concursal para adjudicação da musealização já foi aprovado, em reunião de câmara.

O projecto prevê a reactivação do sistema hidráulico de abastecimento de águas termais, condutas, tanques e piscinas.

No interior do edifício, a intervenção prevê a colocação de maquetes com a reconstituição das ruínas, uma mesa táctil interactiva e exposição de artefactos, dando a conhecer a evolução e as vicissitudes do local, desde a construção do primeiro balneário até à actualidade.

O arqueólogo do município de Chaves, Sérgio Carneiro, disse à agência Lusa que se trata de “um sítio raro em todo o Império Romano e absolutamente único na Península Ibérica”.

Era, segundo explicou, um edifício de “dimensões monumentais” que ruiu após um sismo registado nos finais do século IV e que ficou “congelado no tempo” até ser descoberto cerca de 17 séculos depois.

Termas Romanas fazem parte de uma candidatura ao “Património Cultural”

O responsável explicou que, no local, foram encontrados vestígios e analisados dados que confirmam a ocorrência desse sismo.

O arqueólogo disse que se tratou de uma situação “algo parecida” à de Pompeia, cidade romana atingida e destruída pela erupção de um vulcão.

Para além das estruturas, as muralhas, as duas grandes piscinas e as sete pequenas piscinas individuais, foram aqui descobertos vários objectos de uso pessoal, como adornos, anéis, pulseiras e metais que “estão em condições absolutamente incomuns” pelo facto de “as terras terem ficado húmidas e seladas durante todo este tempo”.

No Museu das Termas poderá ser visto o balneário e será montada uma exposição interpretativa do complexo. Mas, como se trata de um espaço muito húmido e quente, o espólio aqui descoberto, como os objectos de metal e madeira, ficarão expostos no Museu da Região Flaviense, ficando os dois edifícios a funcionar em complementaridade.

O projecto de conservação e musealização das Termas Romanas faz parte de uma candidatura ao “Património Cultural”, que o município submeteu e aguarda aprovação, no âmbito do Programa Operacional Regional Norte 2014-2020 (NORTE 2020).

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