CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
domingo, 29 de novembro de 2020
Sustentabilidade
Nova plataforma pretende melhorar desempenho energético dos edifícios

Nova plataforma pretende melhorar desempenho energético dos edifícios

31 de janeiro de 2020

Um novo conceito para aumentar a flexibilidade do modelo de contratos de desempenho energético está a ser desenvolvido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e pela EDP CNET, juntamente com outros cinco parceiros internacionais.

Trata-se do projecto europeu AmBIENCe que visa apoiar proprietários e investidores de edifícios na promoção de conforto e poupança energética, com recurso a uma plataforma que promove a gestão activa de consumos, com benefícios para o planeta.

 

O conceito de Contratos de Desempenho Energético surgiu no século passado, com a crise petrolífera de 1970, como uma forma inovadora de promover uma redução do consumo energético, através da devolução dos custos de instalação e de gestão de equipamentos. Estes contratos envolvem, ainda hoje, uma Empresa de Serviços Energéticos (porexemplo, a EDP), que disponibiliza vários serviços, tais como financiamento egarantias de desempenho e poupança energética, e um gestor ou proprietário do edifício. 

Apesar da crescente consciencialização em relação à implementação de medidas de eficiência energética, o mercado das Empresas de Serviços Energéticos tem, ainda, um longo caminho a percorrer para atingir todo o seu potencial. Em Portugal, a implementação de Contratos de Desempenho Energético ainda se encontra num estágio muito embrionário e conta com um número muito reduzido de Empresas de Serviços Energéticos. 

O projecto europeu AmBIENCe – Active Managed Buildings with Energy Performance Contracting – conta com dois parceiros portugueses no desenvolvimento de novos modelos de negócio e um novo conceito de Contratos de Desempenho Energético, assente na flexibilidade e na gestão de consumos, com benefícios para proprietários e utilizadores de edifícios, bem como para os investidores.  

Com base neste novo conceito, o consórcio vai desenvolver uma plataforma que permitirá calcular custos e poupanças associados à implementação destes Contratos de Desempenho Energético,fornecendo aos utilizadores de edifícios uma total transparência em relação aos seus consumos e gastos energéticos. Estas soluções, além de fomentarem o investimento na modernização e inteligência dos seus edifícios (revestimento,sistemas energéticos, instalação de painéis fotovoltaicos e/ou de pontos de carregamento de veículos eléctricos, …) vão permitir-lhes ter um papel mais activo e actuar de uma forma mais eficiente na redução dos consumos energéticos, sem que com isto prejudiquem o seu nível de conforto. 

Nilufar Neyestani, investigadora e coordenadora do projeto no INESC TEC, acrescenta que estes novos modelos de negócio pretendem reforçar o carácter “win-win” dos contratos de desempenho energético: “em Portugal, para além de existir um número muito reduzido de Empresas de Serviço Energético, existe uma grande lacuna nos incentivos para melhoria da performance energética dos edifícios. Por isso, o projecto AmBIENCe pretende atrair mais investimento, oferecendo aos investidores garantias de retorno através de uma melhor abordagem de medição e verificação dos consumos, assegurando dessa forma o cumprimento do contrato pelos utilizadores dos edifícios”. 

A solução AmBIENCe, a ser testada em dois pilotos – em Portugal e na Bélgica – estende o conceito de Contratos de Desempenho Energético a diferentes tipos de edifícios: de serviços, comerciais, residenciais, sendo que estes últimos, não são contemplados nos modelos actuais. 

Outra novidade destes novos modelos de desempenho, passa ainda pela integração de serviços energéticos e não energéticos, ligados ao conforto, à segurança e à saúde, por exemplo.

O projecto, com uma duração prevista de dois anos e meio, conta com um investimento global de 2 milhões de euros financiado pelo programa de investigação e desenvolvimento da União Europeia Horizonte 2020 sob o acordo número 847054. O consórcio é formado por sete parceiros de quatro países diferentes: VITO/ EnergyVille , BPIE e Energinvest (Bélgica); ENEA (Itália); IK4 (Espanha) e  INESC TEC e EDP CNET (Portugal).

Saiba mais sobre o projecto AQUI

PUB
TURISMO
Madeira, Lisboa e Algarve são os melhores destinos do mundo
28 de novembro de 2020
ARRENDAMENTO
Governo vai enviar à AR proposta sobre apoio a rendas não habitacionais
25 de novembro de 2020
PUB
PUB
INTERNACIONAL
Sentimento económico e expectativas de emprego afundam na zona euro
27 de novembro de 2020
PUB