Moçambique: Governo aprova projecto turístico de natureza

13 de Setembro de 2017

O governo de Moçambique autorizou um investimento turístico de uma sociedade da África do Sul e dos EUA orçado em 20 milhões de euros, anunciou a porta-voz do Conselho de Ministros.

"A resolução autoriza provisoriamente o pedido da sociedade Nuanetsi de aquisição do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) relativo a uma área de 17.900 hectares", referiu a vice-ministra da Cultura e Turismo, Ana Comoana (nota: a área é o equivalente a 1,5 x Herdade da Comporta).

A área situada em Mapulanguene, na província de Maputo, junto à fronteira da África do Sul e do Kruger Park, será destinada a uma fazenda de bravio para fins turísticos e de conservação, com um projecto que inclui a construção de um ‘lodge’, dez vilas turísticas, bem como infraestruturas sociais, incluindo vias de acesso e escolas.

De acordo com a porta-voz do Conselho de Ministros, o empreendimento deverá criar 110 postos de trabalhos para cidadãos moçambicanos.

Não é conhecido ainda em detalhe o que os investidores sul-africanos e norte-americanos desejam fazer. Convém no entanto realçar aquele que é um paradigma de reabilitação e preservação ambiental: o Parque Nacional da Gorongosa. PNG é, muito provavelmente, “a maior história de restauração da vida selvagem em África: em 2008 foi estabelecida uma Parceria Público-Privada de 20 anos para a gestão conjunta do PNG, entre o Governo de Moçambique e a Fundação Carr (Projecto de Restauração da Gorongosa), uma organização dos EUA sem fins lucrativos”. O alojamento turístico é explorado pelo grupo português Montebelo Hotels & Resorts através do Montebelo Gorongosa Lodge & Safari.