Estão a fechar menos empresas de construção e surgem novas

06 de Dezembro de 2018

O sector da construção e obras públicas, está entre os que verificaram o menor número de insolvências e entre os que mais gerou a abertura de empresas em Novembro.

Segundo o relatório da Iberinform, da Crédito y Caución, as insolvências diminuíram 22% em Novembro, face ao período homólogo de 2017 e 5,6% no total do ano.

Em Novembro atingiu-se um total de 511 empresas insolventes, menos 144 que no período homólogo de 2017. O valor acumulado para 2018 também se apresenta inferior em 5,6%, com menos 326 insolvências, e um total de 5.461 insolvências.  

As declarações de insolvência requeridas diminuem 3,6% face a 2017, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas baixam 8,5%. Os encerramentos com plano de insolvência diminuem 34,6% e as declarações de insolvência apresentam uma redução de 4,2%.

Lisboa e o Porto são os distritos com mais insolvências, 1.466 e 1.288 respectivamente. Em relação a 2017 regista-se uma diminuição de 7,4% para Lisboa e um aumento de 8% no Porto. Estes distritos representam pouco mais de 50% do total nacional. 

As maiores reduções registam-se nas actividades de Telecomunicações (-44,4%), Comércio a Retalho (-18,2%), Hotelaria e Restauração (-13,5%), Construção e Obras Públicas (-8,1%), Transportes (-7,6%) e Comércio de Veículos (-4,1%).

Já na criação de novas empresas, o relatório refere que as constituições em Novembro aumentaram de 3.351 empresas em 2017 para 3.649 em 2018, mais 298 novas empresas em termos homólogos (8,9%). Verifica-se um aumento de 10,3% no acumulado relativamente ao ano transacto, com um total de 41.645 constituições.

Lisboa - com 14.586 novas empresas - é o distrito com mais constituições e um aumento de 14,7% relativamente a 2017. O Porto ocupa a segunda posição, com 7.463 empresas e um crescimento de 12,5%. O distrito de Setúbal com 3.122 empresas preenche o terceiro lugar do pódio nacional e consegue o maior crescimento, mais 20,5% em termos homólogos.

Os sectores que manifestam variação positiva mais acentuada em relação a 2017 são: Transportes (aumento de  62,7%), Indústria Extractiva (35%), Construções e Obras Públicas (19,2%), Comércio de veículos (13,2%) e Outros Serviços (13,1%). Os únicos sectores em que o número de constituições diminui são: Agricultura, Caça e Pesca (-19,8%), Telecomunicações (-2%) e Comércio a Retalho (-0,1%).