Compra da Herdade da Comporta: Ainda está tudo em aberto!

20 de Julho de 2018

Mesmo depois de terem sido avançadas algumas notícias sobre a possivel venda da Herdade da Comporta já estar decidida, a verdade é que só no dia 27 de Julho será conhecida a candidatura vencedora.

José Cardoso Botelho, diretor executivo da Vanguard Properties, uma das empresas que concorre em consórcio com a empresária Paula Amorim revelou ao Diário Imobiliário que só no dia 27 de Julho será dada a resposta depois da reunião da assembleia de participantes do fundo proprietário da Herdade da Comporta e até lá continuam confiantes na escolha do consórcio Amorim Luxury e Vanguard Properties.

A assembleia terá a supervisão do Tribunal do Luxemburgo. Em causa estão duas operações em curso: a participação de 59% que a falida Rioforte do ex-GES detinha na sociedade Herdade da Comporta – Actividades Agro Silvícolas e Turísticas e o fundo imobiliário Herdade da Comporta FEIIF que gere o projecto turístico da Herdade.

Para o responsável da Vanguard Properties, a Amorim Luxury e Vanguard Properties é a única proposta vinculativa e com financiamento assegurado, no valor de 156.489.163 euros superior em cerca de 604.000 euros face à segunda proposta, esta, não vinculativa e sem financiamento assegurado. "Ou seja, são duas propostas que não podem ser comparadas. O consórcio Amorim Luxury e Vanguard Properties, pela primeira vez, participam numa negociação, na qual, são comparadas, mal, propostas vinculativas e não-vinculativas. Nesta fase do processo, nenhuma proposta não-vinculativa poderia estar a ser apreciada pela sociedade gestora e pelos participantes", admite.

Para José Cardoso Botelho, o consórcio Amorim Luxury e Vanguard Properties estão aptos a num prazo de seis a oito semanas após a adjudicação concluir a transacção e reiniciar as obras de infraestrutura visando a criação de resorts de elevadíssima qualidade e sustentabilidade. "A nossa é a única proposta vinculativa, as outras sâo intenções".

O director está convicto que se trata do melhor candidato, “foi a única proposta com fundos garantidos para um projecto daquela dimensão e história”. O responsável acrescenta que são 1.350 hectares e só na primeira fase serão investidos 300 milhões de euros.

Como é conhecido, o outro consórcio candidato é o Oakvest & Portugália, liderado pelo empresário britânico Mark Holyoake e pelo português Francisco Carvalho Martins, CEO do Grupo Portugália. 

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