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Turismo

 

Portugueses viajaram menos 57,4% no 4º trimestre e 41,1% no total de 2020

28 de abril de 2021

As viagens turísticas de residentes diminuíram 57,4% no 4º trimestre e 41,1% no total de 2020. As viagens nacionais diminuíram 35,7% e as viagens ao estrangeiro decresceram 78,1%, (+9,0% e +24,7%, respectivamente, em 2019), revela hoje o INE - Instituto Nacional de Estatística.

No conjunto do ano de 2020 as viagens realizadas pelos residentes decresceram 41,1% 1 e atingiram um total de 14,4 milhões (+10,8% em 2019). O alojamento particular gratuito ganhou expressão como principal meio de alojamento utilizado (69,2%, +8,0 p.p. face a 2019) e o número médio de noites por turista nas viagens efectuadas aumentou 23,2% (de 5,45 noites em 2019 para 6,72 noites em 2020).

No 4º trimestre de 2020, os residentes em Portugal realizaram 2,3 milhões de viagens, o que correspondeu a um decréscimo de 57,4% (-26,7% no 3ºT 2020). As viagens em território nacional concentraram 97,4% das deslocações (2,3 milhões), revelando um decréscimo de 53,2%. As viagens com destino ao estrangeiro diminuíram 90,3%, totalizando 61,6 mil, correspondendo a 2,6% no total (2,5% no 3ºT 2020).

A “visita a familiares ou amigos” foi a principal motivação para viajar no 4º trimestre de 2020, tendo correspondido a 1,2 milhões de viagens (-57,7% face a igual período do ano anterior; -32,6% no 3ºT 2020), passando a sua representatividade para 49,7% do total (-0,3 p.p. face ao 4ºT 2019). O motivo “lazer, recreio ou férias” correspondeu a 761,5 mil viagens realizadas (-58,9%), representando 32,4% do total (-1,1 p.p. face ao 4ºT 2019). As viagens por motivos “profissionais ou de negócios” (222,2 mil) aumentaram em 0,1 p.p. o seu peso relativo no 4.º trimestre de 2020 (9,5% do total).

Considerando as viagens realizadas no total do ano de 2020, o motivo “lazer, recreio ou férias” esteve associado a 54,1% do total (7,8 milhões de viagens, -35,6%) e a “visita a familiares ou amigos” foi o motivo de 33,8% das viagens (4,9 milhões de viagens, -47,3%). Os motivos “profissionais ou de negócios” representaram 7,1% do total (1,0 milhões de viagens, -49,5%).

No 4º trimestre de 2020, o motivo “visita a familiares ou amigos” esteve associado à realização da maioria das viagens nacionais (1,1 milhões; peso de 49,7%) e ao estrangeiro (30,9 mil viagens; peso de 50,1%).

No total do ano de 2020, as viagens para o estrangeiro decresceram 78,1% (+24,7% em 2019), representando 4,7% do total (-8,0 p.p.), a maioria para “lazer, recreio ou férias” (peso de 43,9%, -15,8 p.p.).

As viagens nacionais diminuíram 35,7% (+9,0% em 2019), tendo sido também o motivo “lazer, recreio ou férias” aquele que esteve associado à realização de mais viagens (peso de 54,6%; +6,6 p.p.).

No conjunto de 2020, a região Centro continuou como a principal região de destino das viagens realizadas em território nacional, concentrando 32,4% do total (-0,6 p.p. face a 2019), seguindo-se a região Norte (21,8% do total; -0,7 p.p.). O Algarve foi a região que mais preponderância ganhou face a 2019 (+3,0 p.p.), tendo sido o destino de 16,1% das viagens nacionais, suplantando a Área Metropolitana de Lisboa (15,9% das viagens; -1,5 (p.p.).

Em 2020, entre os principais países de destino no âmbito das deslocações ao estrangeiro, Espanha e França mantiveram a 1ª e 2ª posições, respetivamente, com 30,3% (-2,3 p.p.) e 16,1% (+3,8 p.p.) das viagens. O Reino Unido ascendeu à 3ª posição com 8,4% (+2,4 p.p.), lugar ocupado pela Itália em 2019 que desceu para a 6ª posição (5,5% face aos 6,2% registados em 2019). Entre as viagens realizadas ao estrangeiro, 79,4% tiveram como destino os países da União Europeia (+3,8 p.p. face a 2019).

Recurso à internet na organização de viagens perdeu expressão em ambos os destinos

No 4º trimestre de 2020, 17,6% das viagens foram efetuadas recorrendo à marcação prévia de serviços (-11,2 p.p.), proporção que atingiu 71,2% (-18,7 p.p.) no caso de deslocações com destino ao estrangeiro. Nas viagens em território nacional, a reserva antecipada de serviços esteve associada a 16,2% das viagens (-4,8 p.p.). A internet foi utilizada no processo de organização de 9,7% das deslocações (-8,2 p.p.), tendo este recurso sido opção em 53,8% (-9,4 p.p.) das viagens para o estrangeiro e 8,5% (-3,5 p.p.) das viagens em território nacional.

Em 2020, as viagens com marcação prévia representaram 31,4% do total (-3,9 p.p. face a 2019) e 85,9% das destinadas ao estrangeiro (-4,9 p.p.). O recurso à internet ocorreu em 20,7% (-1,1 p.p.) das viagens em 2020, valor que sobe para 69,9% quando se consideram apenas as viagens ao estrangeiro.

Os “hotéis e similares” asseguraram 10,2% das dormidas no 4º trimestre de 2020, perdendo representatividade, -12,1 p.p., face ao mesmo período de 2019. O “alojamento particular gratuito” mantevese como a principal opção de alojamento (85,7% das dormidas), registando um aumento de 12,1 p.p. no peso total.

Em 2020, as dormidas em “alojamento particular gratuito” reforçaram o seu peso no total, correspondendo a 69,2% (61,3% em 2019), tendo os “hotéis e similares” perdido representatividade (20,7% do total das dormidas, -6,3 p.p.), em resultado da diminuição do número de dormidas neste tipo de alojamento em 45,9% face a 2019.

No 4º trimestre de 2020, cada turista residente dormiu, em média, 5,22 noites nas viagens turísticas realizadas (+16,4%). A duração média mais elevada foi observada nas viagens realizadas em dezembro (5,82 noites).

No total do ano de 2020, cada turista pernoitou, em média, 6,72 noites (5,45 em 2019 e 5,63 em 2018), tendose verificado valores muito elevados nos primeiros meses da pandemia (9,2 noites em março e 8,0 noites em abril de 2020).