
Porto consolida segundo lugar no retalho imobiliário nacional com rendas a crescer 9,5% em 2025
O Porto afirmou-se como o segundo principal mercado imobiliário de retalho em Portugal, com rendas a crescer 9,5% em 2025 e uma taxa de disponibilidade de espaços comerciais de apenas 6%. As conclusões constam do mais recente relatório conjunto da aRetail e da Gesvalt.
O crescimento é impulsionado pelo turismo: a cidade registou perto de 10 milhões de dormidas em 2025, com um aumento de procura de 4,6%, que se traduz directamente na valorização do imobiliário de retalho nas zonas centrais. Os principais eixos de investimento concentram-se na Baixa, Avenida dos Aliados e Clérigos, onde se regista maior fluxo turístico.
As rendas variam entre os 50€ e os 160€ por metro quadrado, consoante a dimensão dos espaços — os mais pequenos, até 100 m², atingem os valores mais elevados, enquanto os espaços acima dos mil metros quadrados oscilam entre os 50€ e os 60€/m². A yield na zona central de Santa Catarina situa-se entre os 4,75% e os 6%, acima dos valores praticados em Lisboa.
Em termos de ocupação, a moda lidera com 53% — dos quais 5% correspondem a joalharia —, seguida de outros sectores (16%), cosméticos (8%), restauração (10%) e serviços (6%). Quanto à procura activa por novos espaços, a restauração (54%) e a moda (35%) são os sectores mais dinâmicos.
As marcas de luxo concentram-se na zona dos Aliados, enquanto os Clérigos combinam retalho urbano com a principal área de lazer nocturno da cidade. Apesar da escassez de oferta nas zonas centrais — que limita o crescimento face a Lisboa —, a aRetail assessorou recentemente a abertura de uma loja Scalpers e mediou investimentos no sector da restauração na Rua de Santa Catarina, demonstrando que ainda é possível diversificar sem recorrer a grandes superfícies comerciais.















