Vera Gouveia Barros considera prematuro avaliar o impacto do “choque fiscal” do Governo e defende mais dados para medir a eficácia das políticas de habitação.
Mercado português mantém procura sólida no primeiro semestre de 2026, com 200 mil m² ocupados e 645 mil m² em construção. JLL antecipa nova subida das rendas prime até ao final do ano.
Hugo Santos Ferreira considera que os fundamentos do mercado português não são compatíveis com uma bolha imobiliária. Presidente da APPII considera 2026 “o ano das grandes reformas” na habitação.
Lisboa, Porto e Algarve acompanham tendência de desaceleração, mas alguns mercados continuam a registar aumentos superiores a 25%. Seixal, Moita, Valongo e Gondomar estão entre as exceções.
CEO da WORX defendeu em Madrid, a construção modular para acelerar a oferta de habitação e reduzir custos de financiamento. Energia, estabilidade fiscal e planeamento integrado serão igualmente decisivos para o futuro do imobiliário.
Ricardo Sousa, CEO da Century 21 destacou hoje, em Madrid, o forte contraste no acesso à habitação: comprar 90 m² exige 76% do rendimento em Lisboa e 58% no Porto, contra 32% em Madrid e Barcelona.
Madrid constrói 31 mil casas acessíveis e mostra a Portugal o peso da escala, no primeiro dia do The District 2026 que reúne mais de 20 mil profissionais na capital espanhola.
Capital portuguesa entrou pela primeira vez no UBS Global Real Estate Bubble Index e surge já na categoria de risco acrescido de bolha imobiliária, depois de os preços reais da habitação terem subido cerca de 10% no último ano.
Número médio diário de anúncios subiu de 34.291 para 38.812 em 2026, enquanto o preço médio anunciado desceu de 1.465 para 1.371 euros. Lisboa e Porto concentram o maior volume de oferta.
Parceria pretende adaptar ao mercado português um modelo de arrendamento de longo prazo em que as rendas são calculadas com base nos custos reais dos edifícios. As empresas estão ainda a definir o enquadramento legal e financeiro e admitem que os primeiros projetos só deverão surgir dentro de pelo menos quatro anos.