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domingo, 22 de setembro de 2019
Entrevistas

“Prime Lisbon”: reabilitar no centro histórico da cidade

24 de julho de 2015

Nasceu em plena crise do imobiliário e o seu foco é a reabilitação urbana de Lisboa. Para isso, aposta fortemente no investimento em imóveis degradados ou a exigir remodelação, com o pressuposto da preservação do seu “valor histórico, carácter e arquitectura de origem”. Tem 2 projectos em obra, um situado na Rua da Boavista e outro - da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne - , em plano Largo de S. Paulo. Esta é a PRIME LISBON, apresentada por João Franca, sócio fundador da empresa.

 

A Prime Lisboa constituiu-se há cerca de 2 anos. O que os levou a “empreender”, “arriscar” e promover em plena crise do sector imobiliário?

 

No meu caso a crise trouxe-me novas oportunidades. Sou uma pessoa positiva o que me motivou ainda mais a arriscar. No início deste projeto que é a “Prime Lisbon” o mercado estava deprimido e o nosso centro histórico estava abandonado. Sentimos que podíamos, de alguma maneira, contribuir para o renascimento destas zonas e assim começámos a reabilitar edifícios históricos e degradados.

 

Qual a filosofia e os objectivos da empresa?

 

A “Prime Lisbon” tem como objetivo o desenvolvimento da reabilitação urbana.

Apostamos fortemente nesta vertente através do investimento em imóveis degradados, tendo em conta a preservação do seu valor histórico, carácter e arquitectura de origem.

Garantimos assim a continuidade dos traços nobres e tradicionais lisboetas, aliando a estes o conforto e comodidade que o presente exige, gerando desta forma uma superior valorização de cada imóvel e tornando-os rentáveis

 

Os sócios da empresa já possuíam experiência neste mercado… É assim? A experiência passada… e a constatação da profunda alteração do mercado imobiliário levou-os a que conclusões…?

 

A “Prime Lisbon” nasce como um novo ramo de uma empresa familiar que opera no segmento da construção há mais de 50 anos, e desenvolveu projectos como, por exemplo, os edifícios Sheraton e Imaviz.

Apercebemo-nos, com o passar do tempo e a evolução do mercado, que existia uma forte necessidade de contribuir para um desenvolvimento urbanístico sustentável que, na minha óptica, passa pela preservação de edifícios históricos com arquiteturas características. E por isso desenvolvemos o projeto “Prime Lisbon”, focado exclusivamente na reabilitação urbana.

 

As vossas promoções assentam exclusivamente no conceito de reabilitar para vender fogos “para rendimento”?

 

Não. Prestamos também um serviço complementar de “property management” Somos uma empresa dinâmica e estamos sempre abertos a novos desafios. No entanto, acreditamos que agora existe uma janela de oportunidades que passa pela venda dos fogos reabilitados para investimento. Garantimos aos nossos investidores um yield entre 4% a 5%  conseguido através da exploração turística de “short term rental”.

 

O mercado estrangeiro é a vossa prioritária aposta?

 

Não propriamente. A promoção dos nossos imóveis é feita a nível nacional, mas também temos parcerias com empresas internacionais. A verdade é que grande parte dos nossos clientes são investidores estrangeiros pois agora existe uma forte procura internacional para este mercado. 

 

Fale-nos, em síntese, destes 2 projectos – Travessa De S. Paulo e Rua da Boavista. Como «nasceram»? As preocupações da reabilitação?…A Arquitectura…? Quando estarão em comercialização e concluídos…?

 

São dois projectos com tipos de intervenção totalmente diferentes. No caso da Rua da Boavista, um edifício de 1841, fizemos um tipo de reabilitação pura e dura onde aproveitamos ao máximo o existente como foi o caso das portadas, estrutura (gaiola pombalina), escadaria típica, corrimões, paredes em pedra, chão, entre outros. Este edifício conta com 8 apartamentos T1 + T2 totalmente equipados e mobilados destinados ao arrendamento turístico. No caso da travessa de São Paulo, em que o projeto é da autoria do Arq. Gonçalo Byrne, aproveitamos somente a fachada, pois todo o seu interior teve que ser demolido devido ao seu avançado estado de degradação. Todo este interior está a ser refeito de raíz em que uma das principais preocupações a nível de arquitetura é  refazer todos os pequenos detalhes  que caracterizavam este edifício de 1777. Este projecto conta com 10 apartamentos ( T1 + T2 ) que serão totalmente equipados e mobilados também destinados ao arrendamento turístico. O projecto da Rua Boavista encontra-se em fase final de obra tendo-se já iniciado a sua comercialização. Na Travessa de São Paulo os trabalhos iniciaram-se recentemente, tendo como data prevista de conclusão Maio de 2016. No entanto, já iniciámos a sua comercialização.

 

E o futuro? Novos projetos? Apenas na Grande Lisboa e só no seu casco histórico?

 

Para além dos projectos já em fase de desenvolvimento no “casco histórico”, temos também outros em estudo. Queremos no futuro continuar com o nosso trabalho focado no desenvolvimento urbanístico sustentável. A médio, longo prazo o nosso objectivo será Lisboa uma vez que ainda há muito trabalhinho por fazer…!

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