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domingo, 17 de outubro de 2021
Entrevistas
Mercado português está preparado para receber cada vez mais soluções digitais e inovadoras

Mercado português está preparado para receber cada vez mais soluções digitais e inovadoras

30 de junho de 2021

Miguel Alegria, CEO da Engexpor, admite que há uma lacuna no mercado em relação à tecnologia e a recuperação económica de Portugal passará pelo digital e pelas suas implicações na economia nacional.

Consciente da importância das novas tecnologias no sector, a Engexpor, grupo empresarial português de Gestão de Projetos e Gestão da Construção, lançou uma nova unidade de negócio, a DCS – Digital Construction Services, com serviços de inovação e tecnologia para todas as áreas do imobiliário, desde a fase de concepção e projecto, passando pela fase de construção, terminando na fase de operação dos activos. 

O responsável acredita que existe, de facto, a necessidade de um serviço digital como o que oferecem na indústria imobiliária e pretendem crescer em termos da oferta que disponibilizam e continuar a inovar no futuro.

Em que consiste a DCS- Digital Construction Services?

A DCS é uma startup da área dos serviços digitais que actua nos sectores da Arquitectura, Engenharia e Construção. No fundo, prestamos vários serviços de inovação e tecnologia para todos os players da indústria imobiliária, desde promotores, empresas de construção, bem como gabinetes de arquitectura e de engenharia. Neste momento, estamos muito focados num serviço com recurso à metodologia BIM (Building Information Modeling), e estamos a estudar a possibilidade de utilizar Realidade Virtual e Realidade Aumentada nos nossos projectos.

De que forma é que esta startup vai inovar no sector da construção civil em Portugal?

O nosso objectivo é digitalizar as actividades associadas às áreas de projecto de arquitetura e engenharias, para apoiar a actividade de construção no sentido de optimizar as soluções. Os nossos serviços utilizam a metodologia BIM, que permite gerir a informação de forma mais integrada em todas as fases do ciclo de vida do projecto. No fundo, permitimos que todas as etapas de um projecto sejam visualizadas, evitando que certos erros que possam surgir numa fase do projecto se alastrem para as fases seguintes. Estes tipos de serviços digitais acabam por permitir uma maior optimização, sobretudo quando comparados a soluções mais tradicionais.

Por esta razão, acreditamos que a nossa presença no mercado imobiliário vai acrescentar valor às empresas que venham a trabalhar connosco e aos projectos que desenvolvermos.

Quantos projectos estão em desenvolvimento com esta solução?

O recurso à tecnologia BIM em Portugal é recente mas verificamos com agrado que os players sectoriais que têm entrado em contato connosco mostraram-se, de forma geral, bastante interessados nesta tecnologia, as suas potencialidades e como é que poderão beneficiar da sua aplicação.

Portugal está preparado para a utilização de soluções inovadoras?

Sim, acreditamos que o mercado português está preparado para receber cada vez mais soluções digitais e inovadoras, como a que oferecemos. Estamos cientes, porém, do mercado que integramos bem como as suas limitações e desafios.

O que temos verificado é que apesar destes constrangimentos existe, de facto, um grande interesse nas soluções que a DCS vem trazer para o mercado. Há uma clara lacuna no mercado no que à tecnologia diz respeito e a recuperação económica de Portugal passará necessariamente pelo digital e pelas suas implicações na economia nacional. No fundo, através da DCS, pretendemos ajudar os promotores a utilizar soluções digitais na indústria imobiliária, em particular no que respeita a serviços associados à metodologia BIM. Pretendemos também apostar na área da formação, pois acreditamos que é necessário difundir os conhecimentos relativos à tecnologia BIM pelos diversos profissionais da indústria. Acreditamos que o mercado no seu todo está muito receptivo à nossa entrada.

Em termos de custos, irá ter reflexos no custo total da obra?

As soluções que a DCS vem importar para o mercado têm duas particularidades bastante específicas: são simples de implementar (numa óptica de custos) e são potenciadoras de significativas reduções de preço na fase de construção e operação de activos imobiliários.

Portugal, em especial o sector da construção, sofre de uma incapacidade de entregar os projectos no tempo acordado, dentro do budget e sem grandes problemas na gestão do mesmo de forma transversal. As soluções que a DCS vem oferecer permitem a todos os agentes desenvolverem o seu trabalho da melhor forma que sabem e com significativos ganhos no budget global do mesmo.

Quais as perspectivas para o futuro da aplicação da DCS?         

Estamos muito optimistas em relação ao crescimento dos serviços da DCS, tanto em Portugal como nos restantes países onde o nosso grupo já tem actividade. Acreditamos que existe, de facto, a necessidade de um serviço digital como o que oferecemos na indústria imobiliária e pretendemos crescer em termos da oferta que disponibilizamos e continuar a inovar no futuro.

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