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sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Entrevistas
Interesse dos estrangeiros por Portugal vai continuar, sobretudo dos britânicos

Interesse dos estrangeiros por Portugal vai continuar, sobretudo dos britânicos

22 de junho de 2020

Saïd Hejal, fundador e sócio gerente da Kronos Homes, revela que o país apresentava e apresenta um grande potencial de desenvolvimento apesar dos desafios impostos pelo Covid-19 e acredita que há oportunidades para investidores.

Em entrevista ao Diário Imobiliário, admite que depois de ter atravessado uma crise de saúde tão profunda, é inquestionável que as pessoas irão procurar sítios mais seguros e Portugal construiu a sua reputação à volta deste conceito. O país é visto como um paraíso e a forma como lidou com a pandemia reforçou esta ideia.

Que oportunidades apresenta o mercado imobiliário português ao investimento estrangeiro?

Portugal é uma zona consolidada em termos de investimento imobiliário, dadas as suas características. É um país atrativo para visitar e viver, um país seguro, com fácil acesso a praias, ao campo e à natureza. Tem cidades cosmopolitas que oferecem uma variedade de actividades culturais e de lazer. O mercado é dinâmico, com diversos players especializados, e até agora temos observado um crescimento da procura por parte de clientes no país.

Agora que o sector enfrenta uma transformação devido à pandemia Covid-19, não podemos deixar que o contexto deste mercado fique para trás. Uma das chaves para o sucesso será garantir a protecção das pessoas para que tudo possa voltar à normalidade a médio prazo.

Quais as maiores dificuldades encontradas neste mercado?

Portugal, tal como outros países europeus afectados pela pandemia, está agora perante um período de recuperação económica, sendo, por isso, cedo para avaliar quais serão as maiores dificuldades.

Por agora, a incerteza é o maior desafio tanto para investidores como para clientes, por isso, o importante é mantermo-nos confiantes nas características especiais e diferenciadoras do país. Agora, mais do que nunca, as pessoas, precisam de casas agradáveis para viver.

Continuará a investir em Portugal?

Sim, vamos continuar a investir em Portugal, onde os nossos projectos estão a evoluir de acordo com o planeado.

No projecto Palmares – Ocean living and Golf, estamos a cumprir o plano de desenvolvimento que significa um investimento global de 250 milhões de euros.

No Amendoeira Golf Resort mantivemos a actividade comercial e contacto com os clientes apesar do confinamento, recorrendo a reuniões remotas e visitas 3D, que já estavam disponíveis pré-Covid-19. Conseguimos, com esta agilidade, avançar com escrituras e contratos de promessa compra e venda.

Em Lisboa, temos dois projectos em desenvolvimento. Brevemente lançaremos as primeiras 81 unidades do nosso projecto no Parque das Nações começando a fase de pré comercialização. Esperamos poder anunciar em breve mais notícias sobre os nossos projectos em Portugal.

Acredita que a imagem positiva que Portugal tem tido durante a pandemia trará novos investimento?

Absolutamente, reforça a imagem de um país seguro. Em 2018, quando chegámos a Portugal, acreditámos que o país e o seu mercado imobiliário reuniam as condições necessárias para o sucesso da nossa visão. O país tinha um grande potencial de desenvolvimento do imobiliário e continua a ter. Apesar dos desafios impostos pela Covid-19, acreditamos que existem oportunidades de investimento.

Depois de termos atravessado uma crise de saúde tão profunda, é inquestionável que as pessoas procurem sítios mais seguros e Portugal construiu a sua reputação à volta deste conceito. O país é visto como um paraíso seguro e a forma como tem lidado  com a pandemia reforçou esta ideia.

De facto, a revista Forbes já tinha considerado a região algarvia, onde nós temos dois projectos, o melhor sitio para investir depois da crise sanitária: tem um clima espectacular, seguro, boas infraestruturas, campos de golfe, cuidados de saúde de qualidade, vantagens linguísticas – praticamente toda a gente na região fala inglês – praias de grande qualidade, baixo custo de vida, condições de vida saudável e o destino de eleição dos reformados, quer portugueses, quer estrangeiros.

Que semelhanças e diferenças encontra entre o mercado português e os outros onde opera?

Portugal e Espanha seguiam um caminho muito similar antes da pandemia: ambos estavam a passar por uma forte recuperação depois da crise financeira, e, consequentemente, o mesmo acontecia com o setor imobiliário.

Este crescimento mostrou que ambos os mercados passavam por um período estável e, por isso, escolhemos investir com o objectivo de trazer uma visão diferente da actividade imobiliária, combinando a arquitectura e o design em todos os nossos projectos.

Como vê o futuro do mercado imobiliário português e internacional?

O mercado imobiliário português e o sector do turismo residencial em particular, estão a sofrer um sério desafio com a pandemia.

O mercado imobiliário português e em particular o sector do Turismo Residencial vivem um sério desafio perante a pandemia Covid-19. A previsão mais recente da Associação Portuguesa de Resorts, que representa 35 empreendimentos de norte a sul do país, aponta para uma queda de mais de 50% na facturação - na ordem dos 330 milhões de euros até ao final do ano. Esta é uma previsão optimista, na medida em que pressupõe que o pico do surto será atingido em Abril e as restrições ao tráfego aéreo fossem levantadas neste mês de Junho.

Não temos dúvidas de que o interesse dos nossos clientes - na sua esmagadora maioria estrangeiros e em particular a comunidade britânica - irá manter-se. No entanto, para assegurarmos essa recuperação a médio prazo, precisamos de rapidez e agilidade no presente.

Para incentivar a manutenção do investimento por parte dos compradores, ainda mais crucial neste momento, seria desejável a isenção de pagamento de IMT e de IMI durante a recuperação.

A Kronos Homes tem seguido todas as recomendações das autoridades nos seus projectos imobiliários. Estamos empenhados em contribuir, na medida das nossas possibilidades, para a competitividade deste sector e a recuperação económica do país.

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