'Este é um momento único para Portugal'

03 de Maio de 2016

Actualmente Lisboa está na moda e os turistas descobriram os encantos da capital portuguesa. Desde a Baixa Pombalina, aos bairros históricos, a cidade ganhou uma nova dinâmica e regenerou-se. Os estabelecimentos comerciais modernizaram-se e um novo dinamismo foi conquistado no comércio da cidade.

Quando ainda ninguém dava importância ao potencial do Centro histórico da cidade, surgiu em 2005, Anthony Lanier conhecido como o americano que chegou a Portugal para comprar os palácios e palacetes no Príncipe Real, requalificá-los e transformar aquele local num bairro de charme. Um visionário que acabou por atravessar uma das maiores crises do país e não desistiu, nem abandonou o ‘barco’. Continuou o seu projecto com algumas adaptações ao mercado.

Mas afinal quem  é Anthony Lanier?  Apesar de ser conhecido como o americano, na verdade é de origem austríaca nascido no Brasil, contudo, o seu coração bate também com emoção pelo nosso país, sobretudo por Lisboa. A razão é simples, desde jovem que visitava Portugal e acabou por casar com uma portuguesa. O facto de sentir também como seu este país, foi uma das razões de em 2005 decidir investir em imobiliário português e trazer um conceito inovador para a capital.

A zona escolhida foi o Príncipe Real e Lanier apostou na compra de Palácios e Palacetes para dar-lhes nova vida. Actualmente é visível a sua transformação, é um bairro que espalha charme, elegância e um novo lifestyle. Seja através da Embaixada ou do Entre Tanto, não faltam motivos de orgulho para Lanier e a Eastbanc Portugal que já investiu mais de 50 milhões de euros  no património, projectos, reabilitação e na dinamização da zona.

Neste momento encontra-se em obra o Palácio Faria, um projecto residencial com a assinatura do arquitecto português Eduardo Souto de Moura. Mais um passo neste projecto que marca a capital portuguesa. Em entrevista ao Diário Imobiliário, Anthony Lanier revela que este é um momento único para Portugal.

 

Depois destes anos de investimento na valorização do Príncipe Real em Lisboa e da introdução de um conceito inovador, como vê os resultados actuais? Valeu a pena?

Os resultados são visíveis e muito positivos. Durante vários anos, incluindo quando começámos o projeto e adquirimos os edifícios que dele fazem parte, este era um bairro pouco cuidado e até mesmo “fora do circuito”. Mas sabíamos que esta era uma zona com imenso potencial e que havia muito por desenvolver. A Sétima Colina é um espaço nobre da cidade de Lisboa, com vistas fantásticas, rodeada por jardins, e repleta de edifícios muito emblemáticos, como é o caso dos nossos palacetes.

Do nosso levantamento, percebemos que era importante manter alguns traços característicos desta zona como o facto de ser um bairro mais eclético, menos “mainstream”. Era importante criar uma imagem para o Príncipe Real, uma identidade própria, que o colocasse como um destino no roteiro lisboeta. Para isso, o primeiro passo foi revitalizar o comércio de rua, não só mantendo o que havia de bom mas trazendo mais restauração, novos conceitos e novos designers que encaixassem nesta identidade que estávamos a criar. Daí termos criado conceitos comerciais diferenciados com a abertura da Embaixada, em 2013, e do Entre Tanto, seis meses depois, ambos ocupados maioritariamente por marcas nacionais, focadas no design e na inovação.

Mas a revitalização do comércio do bairro foi só o primeiro passo. Hoje estamos a construir o Palácio Faria, o nosso primeiro empreendimento residencial. E outros se seguirão. Não temos pressa, vamos recuperando um edifício de cada vez. Continuamos a acreditar no potencial do Príncipe Real porque é uma zona onde ideias criaram novidades, e novidades criaram curiosidade, que gerou movimento, gerou uma ocupação criativa do bairro.

Lisboa está na moda mas para o Anthony essa era já uma certeza há uns anos atrás? Como vê essa atractividade pela capital?

 Este é um momento único para Portugal. As pessoas estão à procura de qualidade de vida. E muitas delas já perceberam que a podem encontrar aqui. Além disso, foram criados programas excelentes que estão a atrair para cá pessoas que querem realmente residir em Portugal, que gastam aqui o seu dinheiro e passam a fazer parte da comunidade. Ao contrário dos vistos gold que apenas transferem imobiliário para pessoas que não querem residir no país. Ao mesmo tempo, Lisboa continua a ter e a atrair cada vez mais locais que querem viver no centro da cidade; muitos deles vivem nos arredores e querem regressar ao centro, onde tudo acontece. E é isso que queremos criar aqui: uma zona onde as pessoas possam viver, trabalhar, ir às compras, comer, passear, namorar, divertir-se. Tudo no mesmo bairro!

Como a EastBanc se posiciona neste cenário actual?

Na Eastbanc somos sonhadores, mas também promotores e gestores de risco. Não estamos a vender nada por agora, até estamos a tentar comprar, mas o tempo agora é para construir. E é isso que estamos a fazer. Neste momento estamos a construir o Palácio Faria – residencial de luxo, na Praça do Príncipe Real. Depois iremos avançar com o número Um da Praça da Alegria – um edifício de escritórios, com uma extraordinária loja na Avenida da Liberdade. E continuaremos a reabilitar o portefólio actual, reconstruindo um edifício de cada vez.

Os projectos residenciais da Eastbanc estão finalmente a arrancar, o que os diferencia em relação aos restantes que nascem um pouco por toda a cidade?

Estamos neste momento em fase de construção do Palácio Faria que será o melhor edifício residencial de Lisboa. O nosso objectivo é criar produtos com valor em edifícios com localizações irrepetíveis, como é o caso deste Palácio, um imóvel classificado do século XVIII. Para isso contamos com o arquitecto Eduardo Souto de Moura, um arquitecto com visão e que tem confiança na sua visão.

O Palácio Faria, que estará concluído na Primavera de 2017, é uma referência de design e excelência arquitectónica. Em vez de preservarmos apenas as fachadas ou alguns detalhes históricos, o que fazemos é desconstruir todo o Palácio; introduzir as melhores tecnologias, equipamentos e comodidades do século XIX, e depois voltamos a pôr “as peças no lugar”. Assim, todos os acabamentos preservam o carácter histórico do Palácio, enquanto o design intuitivo proporciona um espaço de beleza e bem-estar.

Com apenas seis apartamentos, um por piso (e um no edifício das antigas cavalariças), vamos oferecer o maior luxo dos dias de hoje em residencial: espaço. Os nossos apartamentos têm entre cerca de 225 e 390 metros quadrados de área interior bruta, com um pé direito de quase 4m de altura, todos com varandas, terraços ou jardim. Isto significa que quem aqui viver vai poder desfrutar de excelentes áreas, salas amplas interligadas sem nunca ouvir ou sentir que há mais pessoas a viver no mesmo edifício.

Que conceito de comercialização está previsto?

Não temos pressa para vender os apartamentos, por isso estamos a pensar arrancar com a sua comercialização quando estiverem numa fase mais avançada de construção. Acreditamos que este não é um empreendimento que se explica; vive-se! Queremos que as pessoas possam ver, visitar e experienciar os apartamentos. Porque haveríamos de explicar a qualidade superior dos acabamentos, afirmar que os sistemas e canalizações serão silenciosos, dizer que temos pés-direto de 4 m de altura quando podemos mostrar tudo isso? Claro que há pessoas que entendem e apreciam um empreendimento destes ainda em planta e, nesses casos, cá estaremos para avaliar propostas. Além disso, vamos partilhando actualizações e novidades do Palácio com a nossa base de interessados.

A que público são dirigidos?

O Palácio Faria é um empreendimento para pessoas que apreciam arquitectura, design, áreas amplas e excelente localização. Esperamos que os futuros residentes vivam, de facto, pelo menos parte do ano aqui. Queremos que as pessoas sintam o bairro, que trabalhem aqui, que frequentem os restaurantes, as lojas, que vivam aqui. Por isso, este é também um empreendimento para pessoas que apreciam o ritmo da cidade, para quem quer tirar partido de tudo o que o Príncipe Real tem para oferecer.

Que projectos estão a ser delineados pela Eastbanc para o futuro?

A seguir ao Palácio Faria, temos prevista a reabilitação do número 1 da Praça da Alegria, com 3.100 m2 de área para escritório e uma loja premium, no piso térreo, com entrada pela Avenida da Liberdade. Com uma localização privilegiada, este edifício com 3 frentes vai ser o número um dos escritórios em Lisboa. Queremos arrendar a uma só empresa, que encontrará aqui a amplitude e o espaço característico nos nossos projectos, com os pisos em open space, sem colunas pelo meio e com pequenos terraços em alguns dos pisos.

Depois queremos começar o projecto da Rua da Alegria e os jardins do Palácio Ribeiro da Cunha (actual Embaixada). Temos também outros projectos de retalho em desenvolvimento, previstos para os próximos anos.

Este é um projecto muito dinâmico. A evolução faz parte do nosso DNA e, por isso, estamos sempre à procura de novas ideias, novos desafios, novos edifícios. Queremos ser o principal e maior vizinho dos nossos condomínios, por isso, não vendemos os espaços comerciais (apenas os apartamentos), criando valor para nós e para as zonas onde actuamos.