CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
terça-feira, 18 de Junho de 2019
Entrevistas
António Oliveira, CEO da OLI

'Apesar da crise não desistimos do mercado nacional'

4 de Agosto de 2015

A OLI, empresa portuguesa em artigos para a casa de banho e líder ibérica na produção de autoclismos, cresceu 6% no primeiro semestre de 2015, em comparação com o volume de negócios do período homólogo do ano passado. Em Portugal esse crescimento foi de 13% o que já não acontecia há quatro anos. Uma empresa que já há muito descobriu o Mundo e que por isso 80% da sua produção é para exportação, num universo de 60 países dos cinco continentes.

Um exemplo de como as empresas portuguesas têm qualidade para competir com qualquer outra internacional. Trata-se ainda de uma excelente demonstração que a arquitectura e o design português podem e devem estar presente em todas as áreas. A OLI, há muito que trabalha com o talento do arquitecto Álvaro Siza Vieira no desenho e no design de algumas das suas peças. 

Só nos últimos cinco anos, a OLI investiu cerca de 10 milhões de euros em Investigação e Desenvolvimento. É pelo segundo ano consecutivo, a empresa em Portugal que mais pedidos de patentes efetuou ao Instituto Europeu de Patentes, com 40 patentes activas na Europa.

Em entrevista ao Diário Imobiliário revela o segredo para o sucesso da empresa.

Qual o segredo para o sucesso da Oli?
Podemos identificar dois fatores de sucesso - a eficiência organizacional, decorrente da implementação do sistema Kaizen, em 2007 e o investimento em inovação orientado para o desenvolvimento de soluções hidricamente sustentáveis e inclusivas.

Num país que só agora tem apostado forte na exportação, a Oli já há muito que descobriu o Mundo. Em quantos países está representada e como tem sido essa cruzada a nível empresarial?
A nossa estreia na internacionalização aconteceu em 1992. Atualmente, exportamos 80% da produção para 60 países dos cinco continentes. O peso das exportações reparte-se pela Europa (63%), Médio-Oriente (7%) e América Latina (2%). Nos últimos cinco anos, com a desaceleração da economia da zona euro, apostamos na diversificação geográfica das exportações, nomeadamente para o Médio-Oriente (Arábia Saudita, Qatar e Dubai) e América Latina (Brasil, Peru, Venezuela, Chile e Colômbia).

O que distingue e diferencia esta empresa para conquistar o mercado internacional?
Acreditamos que é a cultura de rigor e excelência, a diferenciação dos produtos e o posicionamento de valor da marca, que nos distingue no mercado global.

Como superou a crise económica e do sector em Portugal nos últimos anos?
Apesar de Portugal ter enfrentado a mais violenta crise do sector da construção e imobiliário dos últimos anos, não desistimos do mercado nacional e continuamos a investir em melhores soluções, apresentando novos produtos que potenciam a redução do consumo de água. Este semestre, registamos um crescimento em Portugal de 13%, o maior dos últimos quatro anos, o que revela que o nosso investimento está a ser valorizado.

Como é trabalhar com nomes como Álvaro Siza Vieira?
Diria que trabalhar com profissionais de referência, como o arquiteto Álvaro Siza Vieira, é inspirador, pelo seu talento e paixão, e desafiante, pela sua competência e rigor.

O que espera do mercado português para os próximos anos?
Esperamos que o mercado da construção e do imobiliário em Portugal continue a recuperar e a apostar, cada vez mais, em soluções inovadoras que resultem em maior sustentabilidade hídrica e na inclusão de todas as pessoas no espaço de banho, conferindo autonomia, conforto e segurança.

PUB
ARRENDAMENTO
Porto: Câmara vai construir 170 fogos para classe média em Lordelo do Douro
11 de Junho de 2019
PUB
PUB
PUB