Prémio Aga Khan para a Arquitetura de 2019 já tem Grande Júri

02 de Janeiro de 2019

Criado em 1977, o Prémio é atribuído a cada três anos a projectos que estabeleçam novos patamares de excelência na arquitectura, práticas de planeamento, preservação histórica e arquitectura paisagista.

O Comité de Gestão, que integra grandes nomes da arquitectura mundial, é presidido pelo príncipe Aga Khan.

O Grande Júri Independente, que seleccionará os finalistas ao Prémio no valor monetário de 1 milhão de dólares (872 mil euros), entre as muitas centenas de projectos nomeados, irá já reunir em Janeiro do novo ano. Dele fazem parte Kwame Anthony Akroma-Ampim Kusi Appiah (filósofo americano de ascendência anglo-ganense); Meisa Batayneh (fundadora e arquitecta principal da Maisam Architects & Engineers); Sir David Chipperfield (fundador em 1985 da David Chipperfield Architects em Londres, um dos atliers de referência mundial); Elizabeth Diller (fundadora da Diller Scofidio + Renfro (DS+R) e professora na Universidade de Pinceton nos EUA); Edhem Eldem (professor de História na Universidade Boğaziçi em Istambul); Mona Fawaz (Professora de Estudos e Planeamento Urbano na Universidade Americana de Beirute); Kareem Ibrahim (arquitecto e investigador urbano egípcio); Ali M. Malkawi (professor da Escola de Pós-Graduação em Design da Universidade de Harvard, nos EUA) e Nondita Correa Mehrotra (arquitecta e directora da RMA Architects e Directora da Fundação Charles Correa).

Ao longo dos 40 anos da sua existência a iniciativa da Fundação Aga Khan reuniu e documentou mais de 9.000 projectos de construção, agora disponíveis no site archnet.org. Destes, 116 projectos receberam o Prémio Aga Khan de Arquitectura, “muitas vezes antecipando inovações, como prédios verdes, ou reflectindo o discurso arquitectônico, como o retorno à escala humana” - afirma organização.

O Grande Júri do Prémio irá reunir-se uma segunda vez no Verão de 2019 para examinar as avaliações no local e selecionar os vencedores finais do Prémio.

O processo de seleção – destaca o site da organização - “destaca a arquitectura que não satisfaça apenas as necessidades físicas, sociais e económicas das pessoas, mas que também estimule e responda às suas expectativas culturais. É dada especial atenção aos planos de construção que utilizem recursos locais e tecnologia adequada de uma forma inovadora e aos que se prevê que possam inspirar projectos semelhantes em outros locais”.