MAAT superou todas as expetativas

25 de Novembro de 2017

Um ano após a abertura do novo edifício do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia – MAAT em que se tornou um ícone na cidade de Lisboa, Pedro Gadanho, director do Museu, revela que superou todas as expectativas, quer em número de visitantes quer de exposições.

O interesse despertado pelo próprio edifício desenhado pela arquitecta britânica Amanda Levet, - o que lhe valeu inúmeros prémios nacionais e internacionais -  e a localização privilegiada para o rio Tejo, trouxe a visita de milhares de pessoas ao longo do ano, portugueses e turistas.

Gadanho, explica que este museu veio mostrar que a arte contemporânea começa a ser apreciada pela população em geral. “As pessoas não costumam ter a percepção e sensibilização para as artes visuais, sobretudo para a contemporânea e este primeiro contacto tem sido muito positivo. Os visitantes portugueses continuam a voltar ao museu, o que é muito significativo. Contudo, são os turistas que mais têm visitado o MAAT”, explica o director. Para ter uma ideia, antes os turistas tinham uma média de visita aos museus de 10 a 12% e este ano no MAAT a fasquia subiu aos 40%.

Pedro Gadanho adianta ainda que as exposições têm sido mais voltadas para a arte, mas sempre dirigidas para a arquitectura. “A par do novo edifício, a Central Tejo está igualmente a ser descoberta como um foco de arquitectura industrial”, salienta.

Depois de vir de um cargo de director do MoMA em Nova Iorque, Gadanho admite que não é possível fazer comparações “O MoMA é outro campeonato com outra dimensão, onde trabalham muitas equipas dentro do museu e com um grande espólio. Aqui apesar de termos uma pequena colecção de arte contemporânea e existir uma grande diferença de escala e de pessoal, não nos impede de trabalhar um grande número de exposições e numa escala mais pequena e jovem, temos a capacidade de sermos mais frescos, mais inovadores e com mais campos para explorar, nomeadamente apoiar jovens artistas. A programação está planeada sendo a maioria de artistas portugueses”, salienta.

O responsável admite que também a mediatização das exposições tem levado à curiosidade das pessoas e ao aumento das visitas. Pedro Gadanho revela que está curioso quanto ao segundo ano do museu mas acredita que o fluxo será renovado e haverá continuidade no número de visitantes.

Recordando os números do primeiro ano de vida do MAAT, recebeu mais de meio milhão de visitantes. Ofereceu ainda ao público uma programação intensa com 23 exposições, individuais e colectivas, nacionais e internacionais, mostras itinerantes vindas de outras instituições internacionais, instalações site-specific na Galeria Oval, bem como exposições sobre a colecção de Arte da Fundação EDP – num total de 442 artistas expostos, dos quais 137 portugueses e 305 internacionais, 22 publicações editadas.

Neste momento tem abertas ao público três novas exposições. A Encomenda especial do artista Bill Fontana para a Galeria Oval do MAAT. A Quote / Unquote. Entre Apropriação e Diálogo que apresenta uma selecção de obras da colecção de arte da Fundação EDP subordinadas ao tema da apropriação na arte contemporânea e ainda o Artists’ Film International, um programa dedicado à exibição de vídeos, filmes e animações realizados por artistas de várias zonas do mundo.

*Texto publicado no Jornal Económico no âmbito da parceria com o Diário Imobiliário