Arquitectura dos espaços de trabalho: o segredo do negócio

06 de Setembro de 2018

É sabido que existem diferentes variáveis que influenciam os bons resultados de uma empresa. E o espaço onde esse trabalho é desenvolvido é, sem dúvida, um deles. Empresas como a Regus, cujo o foco do seu negócio é o arrendamento de espaços trabalhos e o fornecimento de serviços associados, o design e arquitectura dos escritórios são um dos maiores desafios.

Para Jorge Valdeira, Country Manager da Regus em Portugal, é essencial o equilíbrio entre a atracção e a funcionalidade do espaço: “Os centros Regus são construídos com o objectivo de oferecerem uma tipologia de espaços adequada à procura existente em cada cidade e cada zona, o que depende muito do seu tecido económico. Isto significa que as plantas do centro irão, por exemplo, acomodar mais escritórios privados ou mais espaço de coworking, consoante o que os clientes dessa cidade ou district mais procurarem”.

Os espaços de trabalho são pensados ao pormenor e têm em conta diversas variantes, “o próprio clima tem o seu papel, por exemplo a utilização de espaços ao ar livre como os terraços para criar zonas de lazer, faz-se de forma diferente de cidade para cidade”.

A utilidade de trabalhar com «espaços protótipo»

A Regus trabalha com alguns desenhos de espaços protótipo, que adapta à essência dos diferentes centros de negócios. Por exemplo, o modelo Sagano distingue-se por ser contemporâneo, clean e bastante moderno e foi pensado para as empresas mais clássicas. Ao mesmo tempo, existem alguns centros de negócios mais arrojados.

Outro ponto fundamental é a divisão estratégica das áreas de trabalho. Os escritórios do século XXI não se querem monótonos e uniformes. Devem promover a inovação, acomodando por isso vários espaços com respectivas funções. Por isso, os escritórios estão a ser projectados de forma a integrarem um leque diversificado de áreas, como salas de escritórios individuas, cabines de reunião, mesas comunitárias, mesas de leitura, think tanks, cabines telefónicas e salas de reunião.

Destaca-se também a importância dos espaços sociais. Segundo o representante da Regus em Portugal, “são fundamentais para o bom funcionamento de uma empresa. Por isso, o coração dos escritórios Regus são as áreas de cafetaria e de convívio. Conectar áreas para conectar pessoas”.

A etapa final na projecção e design de um novo centro envolve a personalização através da mobília, da decoração e das obras de arte. É aqui que há mais espaço para dar a cada centro de negócios uma identidade distinta, e, na Regus, dá-se sempre destaque aos elementos locais.