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quinta-feira, 14 de novembro de 2019
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Foto cortesia do Blogue portoarc.blogspot

Porto: apelos à preservação arquitectónica da Companhia Aurifícia

1 de agosto de 2018

Situada frente à imponente fachada da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, na Rua dos Bragas, a Companhia Aurifícia (CA) constitui uma preciosidade da arquitectura industrial do final do séc. XIX, princípios do séc. XX. O edificado está implantado numa área de terreno de 1,6 hectares em pleno quarteirão classificado da Rua de Álvares Cabral.

A Companhia Aurifícia, a antiga indústria de pregaria, fundada em 1864 e encerrada há mais de uma década, da qual os passantes pela Rua dos Bragas conhece apenas a fachada em tijolo cor de vinho ocupa uma área total de 88 846 m2, com 44 mil metros quadrados de área construída e 16 mil m2 de espaço publico. A empresa possuía também um terreno para construção na Lapa, com 22 mil m2 de área, que segundo foi revelado poderá ser transformado num projecto habitacional.

O imóvel entrou no centro do debate entre as forças políticas com representação na Câmara Municipal do Porto, desde que o Idealista News, no passado dia 27 de Junho, noticiou a venda da CA aos irmãos Pedro e Vasco Couto, donos da Telhabel, e aos investidores Gonzalo Alvargonzalez Figaredo, membro de uma das famílias mais ricas de Espanha, e ao suíço Daniel Klein, adiantando a noticia que a” Câmara Municipal do Porto não exerceu o direito de preferência”.

O PS/Porto defendeu logo na Assembleia Municipal logo que se soube da notícia ser “urgente” a classificação da Companhia Aurifícia (CA) como imóvel de Interesse Público, alertando tratar-se de de um dos poucos edifícios exemplarmente preservados de uma certa arquitectura industrial do Porto.

Numa notícia divulgada em 26 de junho no ‘site’ imobiliário Idealista, o vice-presidente da Telhabel confirmou a aquisição das acções da CA por cerca de 10 milhões de euros, por parte de uma sociedade composta por aquela empresa e investidores estrangeiros.

O gestor indicou, no entanto, que os novos proprietários estão “conscientes do valor do património e da sua da importância” para a cidade, pelo que pretendem “preservar o património da Aurífica”.

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