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terça-feira, 7 de abril de 2020
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Palácio Henrique Mendonça futura sede da Fundação Aga Khan em Portugal Palácio Henrique Mendonça futura sede da Fundação Aga Khan em Portugal

Palácio vendido à Fundação Aga Khan por 12 milhões de euros

9 de maio de 2016

O Palácio Henrique Mendonça/Casa Ventura Terra, em Lisboa, vai ser vendido pelo Estado à Fundação Aga Khan por 12 milhões de euros, de acordo com uma resolução do Conselho de Ministros hoje publicada em Diário da República.

O edifício — situado na Rua Marquês de Fronteira, nos nºs 18 a 28 — e que é actualmente ocupado por parte da Faculdade de Economia da Universidade de Lisboa, irá ser a sede da Fundação Aga Khan em Portugal.

Desde há 60 anos que a Aga Khan Development Network (AKDN) desenvolve acções de solidariedade um pouco por todo o mundo, seja na construção social, prestação de serviços essenciais, produção de energia, criando escolas, hospitais, etc. A sua actividade contribuiu para melhorar a vida de centenas de

milhões de pessoas.

A AKDN está presente em Portugal desde 1983, através da Fundação Aga Khan, operando na investigação e intervindo directamente nos domínios da educação infantil, exclusão social e combate à pobreza.

 

Dinheiro da venda reverte para ampliação da Universidade Nova

 

De acordo com a resolução, o dinheiro resultante da venda do palácio irá reverter “na sua totalidade” para aquela instituição de ensino superior e “deve ser integralmente destinado a despesas de investimento no património próprio da Universidade, para reforço das instalações”.

Por se tratar de um edifício de interesse público, o Estado e a Câmara de Lisboa “gozam do direito de preferência na sua alienação”. No entanto, o município “declarou que não o pretende exercer”.

O Palácio Henrique Mendonça, distinguido com o Prémio Valmor e Arquitectura e classificado como Imóvel de Interesse Público em 1982, foi projectado entre 1900 e 1902 pelo arquitecto Ventura Terra para Henrique José Monteiro de Mendonça, roceiro em S. Tomé, tendo o edifício ficado concluído em 1909.

Segundo o descreve o sítio da autarquia de Lisboa, “trata-se de um edifício de planta rectangular, cuja fachada apresenta 3 corpos, um central avançado e dois laterais, aos quais estão adossados duas estruturas térreas, também de planta rectangular”.

De destacar no corpo central do imóvel a varanda corrida com balaustrada em pedra e, no interior, o vestíbulo coberto por cúpula envidraçada, a partir do qual se desenvolve a monumental escadaria de acesso ao piso nobre.

 

Lusa/DI

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