Évora: aberto concurso para hotel no Paço de Valverde

06 de Dezembro de 2017

A abertura do concurso público para a instalação de uma unidade hoteleira no Paço de Valverde, em Évora, foi hoje publicada em Diário da República, com um valor base de 1,6 milhões de euros.

Em comunicado divulgado hoje, a Secretaria de Estado do Turismo revela que o concurso público, lançado pela Universidade de Évora, na segunda-feira, foi hoje publicado em Diário da República (DR), ao abrigo do Programa REVIVE.

Os investidores interessados em concorrer à instalação de uma unidade hoteleira naquele conjunto patrimonial, nos arredores da cidade de Évora e propriedade da universidade, “têm 60 dias para se candidatarem”, ou seja, “até dia 2 de Fevereiro de 2018”, esclareceu.

Segundo a Secretaria de Estado do Turismo, este é “o quarto concurso lançado no âmbito do REVIVE”, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias.

“Pretende-se com este programa valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atractividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país”, lembrou o organismo governamental.

Ao abrigo do REVIVE, assinalou, o primeiro imóvel colocado a concurso foi o Convento de São Paulo, em Elvas (Portalegre), tendo o procedimento sido ganho pelo grupo português Vila Galé, que “já iniciou as obras para a instalação de uma unidade hoteleira”.

“Seguiram-se os Pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, cujo concurso foi ganho pela Visabeira”, e o Hotel da Guarda, cujo concurso “está, neste momento, em fase de conclusão”, acrescentou.

 

O Paço de Valverde

O Paço de Valverde, composto pelo Convento do Bom Jesus de Valverde e pela Quinta do Paço de Valverde, é um dos 33 imóveis inscritos no REVIVE.

No anúncio de procedimento publicado hoje em DR, o valor base para concessão da exploração é de cerca de 1,6 milhões de euros.

O prazo contratual definido são 46 anos (552 meses), a contar da data da celebração do contrato.

A quinta possui um paço episcopal, de inícios do século XVI, que serviu de local de descanso para os membros da diocese, tendo, posteriormente, o Infante Dom Henrique fundado nesses terrenos um convento de frades capuchos, cuja comunidade aí se instalou em 1517.

A área inclui também capelas, o Claustro da Mitra, mata, jardim de Jericó e lago, aqueduto, sistema hídrico e horta, entre outras valências.

Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, ficou na posse do Estado, que aí instalou um Posto Agrário, mais tarde Escola Prática de Agricultura e, depois, a Escola de Regentes Agrícolas, agregada, até hoje, à Universidade de Évora.

Lusa/DI