Grande Porto: Muita procura provoca mercado dinâmico em 2018

11 de Janeiro de 2019

2018 foi muito representativo no segmento de escritórios no Grande Porto, confirmando a elevada procura ao longo dos meses, o que originou um aumento no número de transacções.

A informação é fornecida por Graça Ribeiro da Cunha, responsável da Predibisa para a área dos Escritórios, que adianta ainda que "se do lado da procura temos assistido a um crescimento alavancado pelas multinacionais, que elegem cada vez mais o Grande Porto para se instalarem, também as empresas já instaladas, mas em fase de crescimento, têm interesse em se deslocalizarem para edifícios com melhores infraestruturas".

De facto a Predibisa Corporate, consultora imobiliária especializada no norte do país, foi responsável pela colocação de uma área total de 42.605 m2, comercializada em 2018 no Grande Porto. Apesar do registo na procura por novas instalações e entrada de novas empresas na região, foram a mudança de instalações e a expansão de empresas que dominaram mais de metade dos negócios concretizados. O edifício Urbo Business Center, em Matosinhos, com a instalação do BNP Paribas e o novo centro tecnológico de I&D do Prozis Group, na Maia, foram as maiores transacções do ano na região, colocadas pela Predibisa, ambas com uma área de mais de 15 mil m2.

Segundo a consultora, ao longo dos quatro trimestres do ano passado, no Porto, mais especificamente na Boavista (zona 1) e considerada zona prime, foi onde se concentraram o maior número de negócios (19), num total de 14.618 m2 transaccionados. "Constatámos também que Matosinhos (zona 6) e Maia (zona 5) foram os concelhos da Área Metropolitana do Porto com grande dinâmica no segmento, no que respeita aos maiores negócios em termos de ocupação de área. As maiores transacções de 2018 na região asseguradas pelas Predibisa, ambas com uma área superior a 15 mil m2 dizem respeito ao edifício Urbo Business Center, em Matosinhos, com a instalação do BNP Paribas, e ao  novo centro tecnológico de I&D do Prozis Group, na Maia", refere a Predibisa.

A mudança de edifício e a expansão das empresas foram as principais motivações para a ocupação de área em 2018, num total de 44 negócios identificados, 26 dos quais realizados pela Predibisa Corporate. Os sectores mais representativos foram o das “Energias Renováveis e Ambiente”, com o maior número de operações, seguido pelas “TMT’s & Utilities” e o setor de “Serviços Financeiros”, com o maior volume de área ocupada.

Neste momento, a Predibisa está envolvida em três grandes projectos, como é exemplo o POP – Porto Office Park, um edifício novo projectado de raiz, em construção junto a Francos, e que resultará em mais 31 mil m2, a partir de Setembro de 2019; a reabilitação do edifício do Palácio dos Correios, nos Aliados, com 17 mil mde área bruta locável e que estará pronto no último trimestre deste ano, e o projecto de expansão da Lionesa, em Leça do Balio, que  vai possibilitar a duplicação da oferta actual nos próximos anos.

Já o edifício BOC – Boavista Office Center, um edifício totalmente reabilitado foi colocado na sua totalidade em 2018 e será integralmente ocupado no início deste ano por uma só empresa, tendo reduzido em menos de 8 mil m2 de oferta neste segmento na Boavista, aquela que é considerada zona prime do Porto. A responsável da Predibisa considera, no entanto, que “estes projectos não serão suficientes para abranger a elevada procura por parte de novas empresas sobretudo multinacionais, que procuram o Porto como alternativa a outras cidades europeias, ou a deslocalização de empresas que se encontram mal instaladas e em fase de expansão".