Câmara de Lisboa fez o “maior investimento do século” em 2017

17 de Abril de 2018

Na apresentação do Relatório e Contas relativo a 2017, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou que o investimento "subiu de 132 milhões em 2016, para 156 milhões em 2017", o que representa um aumento de 18%, tendo sido o "maior volume de investimento realizado" desde o início do século XXI.

O vereador das Finanças, João Paulo Saraiva, adiantou ainda que a "expectativa e programação em relação ao investimento vai manter-se".

Em relação ao plano de investimentos Lx XXI, que prevê um investimento total de 523 milhões de euros até 2021, o responsável precisou que até Dezembro de 2017 já foi feito um investimento de 92,3 milhões de euros, sendo que ficaram contratualizados mais 205,6 milhões.

Entre o investimento já feito ao abrigo deste plano, encontram-se os estudos e projectos dos colectores da Av. Berlim, Infante D. Henrique e Av. Recíproca (200 mil euros), os estudos e projectos dos túneis Monsanto-Santa Apolónia e Chelas-Beato (580 mil euros), do Plano Geral de Drenagem.

Em termos de habitação, já foram executados 11,6 milhões de euros, três dos quais destinados à reabilitação de fogos municipais, e 8,6 milhões para reabilitação de bairros municipais (da Gebalis).

A este investimento juntam-se também a construção de duas escolas e duas creches (1,1 milhões de euros), a requalificação de 64 arruamentos (11,6 milhões), as obras do Eixo Central e em mais 12 praças (26,4 milhões), investimento em estrutura verde (4,2 milhões), e ainda a construção de 1.200 lugares em sete parques de estacionamento (1,8 milhões de euros).

O Plano Geral de Drenagem de Lisboa, que João Paulo Saraiva classificou como "o maior concurso público em Portugal", irá custar 106 milhões de euros.

Sobre esta obra, que prevê evitar cheias na capital, o autarca apontou que "o concurso foi lançado no final do ano passado", mas pela sua dimensão é um "processo muitíssimo complexo".

Assim, as obras deverão começar ainda este ano e decorrer até 2021, mas o responsável pelas Finanças da capital elencou que "as obras de maior impacto à superfície vão decorrer logo no princípio, logo que esteja adjudicado, e vão durar pouco tempo".

Estes trabalhos serão à "saída de Santa Apolónia", aos quais se seguirão depois as obras com "menos impacto na cidade".

LUSA/DI