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terça-feira, 17 de setembro de 2019
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Belenenses projecta polo desportivo e de lazer

7 de maio de 2016

O Belenenses submeteu um pedido de informação prévia (PIP) à Câmara de Lisboa, que estará em apreciação na próxima quarta-feira, para construção de residências assistidas e outros novos equipamentos junto ao Estádio do Restelo.

O projecto de requalificação do Complexo do Restelo divide-se em doze parcelas e foi elaborado pelo gabinete de arquitectos Saraiva + Associados.

De acordo com a proposta assinada pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, o PIP foi feito pelo clube de futebol em outubro de 2012, para uma “obra de construção e ampliação, que constitui o projecto de requalificação urbana da área envolvente ao Estádio do Restelo”.

Os técnicos da Direção Municipal de Mobilidade e Transportes frisam, contudo, que a solução apresentada, em termos de tráfego, pode não ser “compatível com as características actuais da área urbana de Belém”.

Em causa está uma “operação urbanística com numa área de 119.041 metros quadrados, com frentes para a Avenida da Ilha da Madeira, Avenida do Restelo, Rua de Alcolena, Rua Pêro da Covilhã e Rua Rui Pereira, na freguesia de Belém”, explica o autarca no documento que será apreciado em reunião camarária privada.

De acordo com o cálculo feito pelo município, indicado num anexo à proposta, o clube terá de pagar 345.896,36 euros em compensações urbanísticas.

 

Propõe-se construção na área norte do complexo do Restelo

 

O vereador Manuel Salgado esclarece que, actualmente, o complexo desportivo deste clube é constituído pelo Estádio do Restelo, o Complexo Olímpico de Piscinas, o Pavilhão Gimnodesportivo Acácio Rosa, os campos de treinos e o campo polidesportivo, numa área de 115.22 metros quadrados.

Os novos edifícios propostos estarão localizados a norte do complexo, sendo eles residências assistidas, uma clínica de alto rendimento, um pavilhão gimnodesportivo (com campos de ténis e de padel), piscinas, colégio e um campus universitário.

A proposta prevê também uma área comercial paralela à bancada sul do estádio, bem como arranjos exteriores na envolvente da Capela de Santo Cristo, imóvel de interesse público.

O arquitecto Miguel Saraiva, durante a apresentação aos associados do clube da Cruz de Cristo, enfatizou que o processo foi “bastante interactivo entre aquilo que o Belenenses queria para o seu futuro e o envolvimento da Câmara Municipal de Lisboa”, que acarinhou estas propostas, com todas as partes envolvidas e desejar que este plano de reconversão faça do Complexo o maior pólo desportivo e de lazer da cidade Lisboa.

 

Problemas de trânsito…

 

Relativamente à circulação automóvel, o clube propõe a “reformulação viária no topo sul do Estádio, que abrange a Avenida do Restelo e a Avenida Ilha da Madeira, com anulação do troço da Avenida da Ilha da Madeira paralelo à Rua Gonçalves Zarco, permitindo a criação de uma área permeável, de modo a valorizar o enquadramento paisagístico no topo nascente”.

“Esta intervenção pretende não só a redução da velocidade no eixo da Avenida da Ilha da Madeira, com a redução de tráfego”, como “consolidar o atravessamento norte-sul da encosta através da Avenida Torre de Belém, para onde estão previstos dois microtúneis sob a linha férrea”, adianta Manuel Salgado.

O posto de abastecimento de combustível existente também será relocalizado.

Em termos de parqueamento, propõem-se 163 lugares de estacionamento à superfície e 586 em cave, perfazendo um total de 749 novos lugares.

Para apreciar este PIP, foram ouvidas entidades como o Ministério da Defesa Nacional e a Direção-Geral de Património Cultural. Em ambos os casos, o parecer foi favorável, mas, no segundo, ficou condicionado à adaptação dos novos edifícios ao enquadramento paisagístico e à realização de sondagens arqueológicas.

Também os serviços municipais impuseram condições técnicas – como a correção da informação urbanística dada ou a adaptação do projecto ao Plano de Acessibilidades da Cidade de Lisboa – para o PIP ser aprovado.

Lusa/DI

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